[Entrevista de Madrinha Deolinda Madre (Madrinha Eunice) 1/2] at.


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Título:
[Entrevista de Madrinha Deolinda Madre (Madrinha Eunice) 1/2] at.
Tipo:
História oral
Número do Item: Número de Registro:
00039CPD00046AD 112.23
Uso e acesso:
Acesso restrito; Divulgação virtual
Coleção:
00039CPD - Carnaval Paulistano
Autoridades: Classificação:
Madrinha EuniceEntrevistado(a)
Olga Von SimsonEntrevistador(a)
Ciro Ferreira FaroEntrevistador(a)
Carlos Alberto PereiraTécnico de som
Marco Antônio FelixTécnico de som
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção:
01/07/1981
Local de gravação:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo - São Paulo - Brasil.
Suporte/Formato:
Fita rolo 1/4 polegada

Descrição:

Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice, 71 anos, nascida em Piracicaba; veio aos quatro anos para São Paulo com uma prima; morou na Rua Tamandaré; diz que estudou até a 4ª série; diz que nunca trabalhou formalmente; não lembra quando casou, teve oito filhos, 14 netos, cinco bisnetos.

Lembra-se dos primeiros carnavais; os diferentes grupos e tipos de brincadeiras que se formavam em pontos distintos; fala sobre a diferença entre a Paulista e o Brás; lembra sobre os bailes do Teatro Colombo.

Fala sobre festas em outras épocas do ano na Rua Glicério, na Rua 13 de maio, na Praça João Mendes, na Vila Maria; conta sobre a festa de Pirapora do Bom Jesus; destaca as diferenças entre o samba paulista e o samba campineiro, além da participação de Dionisio Barbosa

Canta um trecho de samba de Pirapora.

Fala sobre a fundação da Lavapés e a influência do carnaval na Praça Onze, Rio de Janeiro.

Lembra-se de outras escolas da região e da Barra funda, como as Baianas Paulistas, um grupo só de mulheres que saia da Rua Teixeira Leite.

Fala sobre a criação e composição da sua escola de samba Lavapés; conta sobre as premiações; fala sobre a atuação da Rádio Record e América na organização; cita outros grupos Brasil Moreno, Rosas Negras e o cordão da Vai-vai; comenta sobre a participação de imigrantes e brancos; seu marido chama-se Francisco Papa.

Destaca a diferença entre cordão e escola; cita os primeiros cordões; diz que seus pais e irmã não gostavam de carnaval.

Fala sobre a importância de elementos do carnaval carioca nos primeiros carnavais, como a composição, o crescimento, comissão de frente, mestre sala, porta bandeira; diz que foi pioneiro em São Paulo; sua casa funcionava como sede; fala sobre outras sedes; em 1942 primeiro premio, samba de sucesso nas rádios era o samba adotado; cita formas de arrecadação e financiamento.

Diz que a criação de samba enredo começou com a verba oficial, em 1967*; conta sobre o carnaval no Parque da Água Branca e no Parque do Ibirapuera, organizados pela Rádio Record; fala que o carnaval na Avenida São João era organizado pela Rádio América.

Conta que seu envolvimento no começo das festas na Lapa na década de 60; conta sobre a atuação das rádios na organização; fala sobre o auge e o declínio da sua escola.

Fala sobre a mudança do carnaval para o centro da cidade; comenta sobre o Carnaval no Parque do Ibirapuera em 1967; fala sobre as duas campeãs no Quarto Centenário.

Fala sobre clube de dança antes da formação da Lavapés;

Olga pergunta sobre o processo de gentrificação; a entrevistada diz que os participantes sempre vieram de longe; destaca pessoas que passaram por lá e fundaram outras escolas e tocando com artistas como Germano Mathias, Benito de Paula e Jorge Bem.

Fala sobre o surgimento do enredo, mestre sala, porta bandeira, comissão de frente, pouco antes da oficialização.

Canta o primeiro samba enredo ** que faz uma homenagem à cidade de São Paulo; cita a demolição da Praça da Sé; fala sobre a parceria com Doca e Popó; destaca a marginalização e perseguição da polícia.

Fala sobre a primeira sede para ensaios na quadra da Rua Barão de Iguape; fala sobre sua participação na administração da escola.

Olga diz que a concessão de verba pública trouxe competitividade para o carnaval; fala sobre a batalha de confete no pré-carnaval na Barra Funda, Brás; conta que faziam o trajeto da Rua da Glória até a Água Branca.

Olga destaca a perseguição da polícia contra os cordões; diz que as escolas sempre foram marginalizadas.

Fala sobre a participação das mulheres nos cordões; conta sobre o controle com relação à vestimenta.

Fala sobre a relação com o Jornal O Dia.

Conta sobre a influência do carnaval do Rio; destaca as diferenças entre os carnavais das duas cidades; comenta sobre o auge da sua escola; destaca a audiência do samba do Rio.

Fala sobre a dificuldade em atingir o numero de participantes na escola; surgimento de outras escolas mais recentes na Rua da Glória.

Olga comenta sobre a figura do carnavalesco; a entrevistada diz que a escola não tem condições de manter; fala sobre diferentes formas de arrecadação financeira.

Destaca que é a única mulher dirigente de escola de samba e é também presidente do Lavapés Futebol Clube; a gravação se encerra.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
depoimento; carnaval paulista
Descritores Onomásticos:
Madrinha Eunice