50 depoimentos para os 50 anos: André Boccato


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--Título:
50 depoimentos para os 50 anos: André Boccato
Número do Item: Número de Registro:
00109MIS00040VD -
Uso e acesso:
Divulgação virtual
Coleção:
00109MIS - Museu da Imagem e do Som
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
André BoccatoEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Rosana CaramaschiPesquisa
Cleber PapaDireção
Renan DanielIdealização
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
Daniele DantasCinegrafista
Diego ValverdeCoordenação de equipe técnica
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
09/12/2019 -
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 58min 0s

Sinopse/Descrição:

Inspirado num dos pilares de criação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, em 1970, o registro e receptáculo da história de memória oral, o projeto “50 depoimentos para os 50 anos” busca, através de um dos mecanismos fundadores do conceito do Museu, remontar sua história e trajetória sociocultural. Através de pesquisas, depoimentos e entrevistas com 50 personalidades do cenário político, cultural e artístico brasileiro que estiveram, de algum modo, relacionados aos andamentos e programas que foram fundamentais na linha do tempo do Museu, o projeto busca rememorar todos os elementos inerentes à trajetória do MIS e desvendar assim situações e pormenores que refletem a história cultural e social também do estado de São Paulo e do Brasil.


André Boccatto, diretor do MIS entre 1988 e 1989, nasceu em São Paulo, no dia 24/04/1954, no bairro do Ipiranga; diz as lembranças de sua infância remetem ao Museu do Ipiranga; fala sobre sua formação acadêmica e profissional; quando iniciou na imprensa independente, como repórter fotográfico; fala sobre a sua editora, sua atuação em equipamentos como Centro Cultural São Paulo, Oficinas Culturais e na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Fala sobre sua iniciação no mundo da gastronomia; comenta sobre o Observatório da Gastronomia, órgão da Prefeitura; diz que está retomando trabalhos fotográficos.

Comenta sobre aspectos culturais dos anos 1970; diz que o ano de 1968 foi marcante; cita marcos históricos políticos; destaca a perseguição a professores no Colégio Equipe; lembra-se das sessões de cineclube no colégio.

Fala sobre os primeiros passos na fotografia; cita a música “Desafinado”, de Tom Jobim; diz que o fotoclubismo era um pouco mal visto; conta sobre uma viagem pelo Norte e Nordeste do Brasil, quando fotografou de forma intensa; logo depois, começou a fotografar peças de teatro; diz que trabalhou como laboratorista no MIS na gestão de Rudá de Andrade.

Antes de trabalhar na instituição, via o MIS como uma proposta inovadora; era frequentador dos festivais de super 8; destaca que até então, o perfil do MIS era mais cinematográfico que expositivo; cita uma certa confusão conceitual com o Paço das Artes; diz que fotógrafos como Maureen Bisilliat e Claudia Andujar frequentavam o Museu como pesquisadores, nem tanto como artistas-expositores; destaca a diferença entre as propostas estéticas do Paço das Artes e do MIS.

Diz que o prédio não foi construído para ser museu; fala sobre o estranhamento causado pelo Museu num bairro residencial de elite, nos Jardins; diz que o MIS trouxe o paradigma de preservar o contemporâneo; destaca também a diferença entre as propostas das bienais e mostras de arte contemporânea.

Fala sobre o começo da atuação no MIS, em 1973; comenta sobre a relação com João Sócrates e o trabalho de reprodução de processos fotográficos históricos; comenta sobre a programação cultural da Oficina Cultural Três Rios.

Diz que não lembra como tomou conhecimento da vaga e que ficou pouco tempo pelo trabalho ter um perfil bem técnico; fala de memórias vagas sobre o espaço e rotina de trabalho; diz que percebe que o MIS consolidou sua imagem com o público.

Fala sobre o momento que assume a direção em 1988 e sua trajetória profissional anterior na União dos Fotógrafos, no Centro Cultural São Paulo; comenta sobre o Projeto Nossa Gente, documentação fotográfica com Bete Mendes, secretária de cultura na época; diz que introduziu os catálogos da programação, e que percebeu bom impacto junto ao público.

Destaca a ênfase na programação de fotografia em sua gestão; fala sobre o período de transição e sobre trabalhos paralelos aos MIS.

Fala sobre aspectos da gestão direta da Secretaria de Cultura.

Comenta sobre ações paralelas com o público; fala brevemente sobre o Projeto Ouvindo e o Projeto Consciência Negra.

Diz que atualmente é capaz de perceber as diferenças entre a missão institucional de um museu, um centro cultural e uma galeria; sobre sua gestão, diz que atuou mais como produtor cultural, abrindo para múltiplas manifestações culturais; ressalta a importância da pesquisa em museus; fala sobre as circunstâncias da compra de um acervo de discos.

Diz que o contato com a Biblioteca Nacional se desdobrou em projetos editoriais.

Destaca a relevância da programação de cinema do MIS na época; comenta sobre os festivais de Super 8 e o Vídeo Brasil; diz que o MIS deveria se preocupar mais com a televisão; destaca ainda a organização de espaço para jovens fotógrafos na sua gestão.

Destaca a popularidade do MIS junto ao público; comenta sobre a gestão de Marcos Santilli e Andre Sturm; fala que a gestão deve considerar ações a longo prazo, destacando a preservação do vídeo; destaca aspectos da cidade de São Paulo que se refletem no perfil do MIS, quanto a traços culturais regionais e cosmopolitas; faz uma comparação com o Farol Santander.

Diz que a instituição não construiu um prestígio acadêmico; comenta sobre exposições de fotógrafos pioneiros do Estado de São Paulo na galeria Fotoptica; cita o álbum comparativo de Militão Augusto de Azevedo; fala sobre a continuação do álbum comparativo realizada em 1991, e que tem projetos para 2019 para novo álbum fotográfico.

Comenta sobre a exposição dos jovens fotógrafos na sua gestão, destaca a atuação de Iatã Canabrava; diz que é necessário fortalecer sua interface digital e publicações fotográficas; agradece e encerra a entrevista.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
gestão cultural; política pública; política cultural; programação cultural; museologia; fotojornalismo; ditadura militar; galeria de arte; galeria de fotografia; bienal de arte; universidade; exposição; editoração; gastronomia
Descritores Geograficos:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Centro Cultural São Paulo; Oficina Cultural Oswald de Andrade; Oficina Cultural Três Rios; Memorial da América Latina; Militão Augusto de Azevedo; Departamento de Museus e Arquivos; Secretaria de Estado da Cultura; Fotoptica; Biblioteca Nacional; Sebastião Salgado; Marcos Santilli; André Sturm; Instituto Moreira Salles; Marcos Mendonça; Leonardo da Vinci