50 depoimentos para os 50 anos: Camila Toledo


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--Título:
50 depoimentos para os 50 anos: Camila Toledo
Número do Item: Número de Registro:
00109MIS00047VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00109MIS - Museu da Imagem e do Som
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Camila ToledoEntrevistado(a)
Cleber PapaDireção
Renan DanielIdealização
Rosana CaramaschiPesquisa
Vânia AlmeidaProdução
Jennyfer YoshidaCinegrafista
Jennyfer YoshidaEdição
André PacanoEdição
André PacanoCinegrafista
Diego ValverdeCoordenação de equipe técnica
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Daniele DantasÁudio
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
06/03/2020 25/03/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 53min 30s

Sinopse/Descrição:

O projeto 50 depoimentos para os 50 anos, com curadoria de Rosana Caramaschi, registra o depoimento oral de personalidades que fizeram parte da história dos 50 anos do Museu da Imagem e do Som.


Inspirado num dos pilares de criação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, em 1970, o registro e receptáculo da história de memória oral, o projeto “50 depoimentos para os 50 anos” busca, através de um dos mecanismos fundadores do conceito do Museu, remontar sua história e trajetória sociocultural.


Através de pesquisas, depoimentos e entrevistas com 50 personalidades do cenário político, cultural e artístico brasileiro que estiveram, de algum modo, relacionados aos andamentos e programas que foram fundamentais na linha do tempo do Museu, o projeto busca rememorar todos os elementos inerentes à trajetória do MIS e desvendar, assim, situações e pormenores que refletem a história cultural e social também do estado de São Paulo e do Brasil.


Entrevista realizada com Camila de Almeida Toledo, no dia 6 de março de 2020, no MIS-SP. Nasceu no dia 25 de fevereiro de 1964, na cidade de São Paulo.


Ela inicia a entrevista falando de sua formação e trajetória profissional; nasceu em Pinheiros e se formou em Arquitetura pelo Mackenzie; tentou a carreira acadêmica, mas desistiu. Diz que trabalhou fazendo cenários para o Ivaldo Bertazzo; e com esse trabalho para o Ivaldo acabou conhecendo o Paulo Pederneiras, que fazia iluminação para os espetáculos. E entrou, através do Paulo, na área de exposições.


Ela fala que começou fazendo exposições para o Sesc em paralelo ao seu trabalho como arquiteta; diz que conheceu Alvaro Razuk. Ao responder pergunta de Rosana sobre o cenário cultural de sua juventude, diz que achava os anos 1980 careta; e que priorizava a leitura.


Diz que morava perto do MIS-SP, na rua Bucareste, mas não se recorda das atividades culturais do museu na sua juventude; fala que se lembra de andar de bicicleta perto. Responde pergunta de Rosana sobre as instalações do museu, se recorda como eram, já que morava perto, mas diz que se lembra que era muito fechado, tenebroso.


Comenta que não conheceu o MIS na época da inauguração da atual sede em 1975; quando o conheceu profissionalmente diz que o prédio estava mal conservado e tinha problemas de fluxo, se sentia perdida; fala que participou de um concurso para fazer um projeto para a reforma do MIS e venceu; diz que todos estavam animados (sua equipe e a diretoria do museu); detalha a reforma no prédio do MIS entre 2007 e 2008, os materiais usados, a negociação com os prestadores. Fala que gostaria de ter uma praça única para o MIS e o MUBE, mas nas negociações com o MUBE conseguiu que alguns portões pudessem ser abertos e fechados.


Fala do contato que teve com o arquiteto do MUBE, Paulo Mendes da Rocha, e que para ele não deveria ter grades separando as duas instituições.


Diz ter a percepção que o MIS é para um grupo associado a cinema; e comenta que a diretora Daniela Bousso também queria uma arquitetura mais aberta, convidativa para o público; e fala que o engenheiro Frederico Grimaldi foi importante nessa reforma, que, segundo ela, foi uma experiência espetacular. A calculista se chamava Heloisa Maringoni, ela cita esse nome respondendo a uma pergunta de Rosana.


Pontua os principais pontos do seu projeto (passarela para a entrada, o hall, o fato da entrada ser no meio do edifício); a ideia, segundo Camila, era criar uma infraestrutura que facilitasse qualquer exposição; diz que não tiveram dificuldades no andamento da obra; e o que ajudou o seu bom andamento foi a instalação do seu escritório na obra; o construtor, o arquiteto e a diretoria trabalharem juntos todos os dias, sem burocracia, foi, em sua opinião, determinante para o sucesso do projeto.


Diz que foi uma reforma despretensiosa e honesta nas prioridades; que não mediu esforços para o acervo, o coração do museu; procurou dar transparência para as atividades do acervo com os vidros em que se podia observar o trabalho sendo feito (Camila comenta que a transparência foi o fio condutor do projeto); afirma que a reforma do acervo foi o projeto mais bem elaborado.


Comenta que depois da entrega da obra só voltou ao museu quando era a gestão da Daniela, e que não teve muito acesso depois; fala do MIS hoje, que está muito mais movimentado; e que não sabe se ele foi pensado para megaexposições, festas, que talvez ficasse no meio do caminho, mas que hoje o MIS tem sua visibilidade, todo mundo sabe do MIS.


Fala que o prédio do MIS tinha uma cara triste, mais vazio, grades, um jardim meia boca, um verde bordeaux, antes da reforma; fala que do ponto de vista arquitetônico não é um prédio importante. Diz que o acervo é muito importante, rico; e que melhoraram com a reforma a visibilidade das salas de exposição. Fala que o MIS dos sonhos é o que dá abertura para a sociedade, que divulga o seu acervo, explica Camila em resposta à questão de Rosana.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
arquitetura; reforma; aniversário; museu; cinquentenário; concurso; acervo
Descritores Geograficos:
Museu da Imagem e do Som - São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Universidade Mackenzie; Ivaldo Bertazzo; Paulo Pederneiras; Daniela Bousso; Museu Brasileiro da Escultura (MUBE); Paulo Mendes da Rocha; Camila Toledo; Museu da Imagem e do Som de São Paulo