50 depoimentos para os 50 anos: Graça Seligman


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--Título:
50 depoimentos para os 50 anos: Graça Seligman
Número do Item: Número de Registro:
00109MIS00051VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00109MIS - Museu da Imagem e do Som
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Graça SeligmanEntrevistado(a)
Cleber PapaDireção
Renan DanielIdealização
Rosana CaramaschiPesquisa
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Vânia AlmeidaProdução
Jennyfer YoshidaEdição
Jennyfer YoshidaCinegrafista
André PacanoEdição
André PacanoCinegrafista
Daniele DantasCaptação de som
Diego ValverdeCoordenação de equipe técnica
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
04/03/2020 16/04/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 65min 42s

Sinopse/Descrição:

O projeto 50 depoimentos para os 50 anos, com curadoria de Rosana Caramaschi, registra o depoimento oral de personalidades que fizeram parte da história dos 50 anos do Museu da Imagem e do Som.


Inspirado num dos pilares de criação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, em 1970, o registro e receptáculo da história de memória oral, o projeto “50 depoimentos para os 50 anos” busca, através de um dos mecanismos fundadores do conceito do Museu, remontar sua história e trajetória sociocultural.


Através de pesquisas, depoimentos e entrevistas com 50 personalidades do cenário político, cultural e artístico brasileiro que estiveram, de algum modo, relacionados aos andamentos e programas que foram fundamentais na linha do tempo do Museu, o projeto busca rememorar todos os elementos inerentes à trajetória do MIS e desvendar, assim, situações e pormenores que refletem a história cultural e social também do estado de São Paulo e do Brasil.


Entrevista realizada com Graça Seligman no dia 04 de março de 2020, no MIS-SP. Maria da Graça Benaduce Seligman nasceu no dia 10 de novembro de 1952, em Erechim, no Rio Grande do Sul.


Ela começa falando de sua infância até os 11 anos em Erechim (RS), depois foi para Santa Maria, onde iniciou a graduação em Comunicação Social / Jornalismo, e a concluiu na PUC de Porto Alegre (RS). Sua carreira se inicia em Porto Alegre, mas sempre teve interesse em fotografia, ganhou a sua primeira máquina aos quatorze anos de idade, uma hill 400. Depois se mudou para Florianópolis e, por último, Brasília, onde desenvolveu uma carreira como jornalista por 11 ou 15 anos. Mas diz que vinha a São Paulo por que o seu marido trabalhava nessa cidade.


Relata que a partir de um momento (não especifica quando) assume a fotografia como profissão, por ser sua grande paixão. Comenta que continua ativa na fotografia, com os seus 67 anos. Já publicou livros como fotógrafa exclusiva e participou de exposições. Conta que morou em Roma, e partir de lá fez uma carreira internacional por Praga, Madri, Washington, Havana, Milão e Lyon. Afirma que fez exposições sobre o céu e a arquitetura de Brasília.


Fala que frequentava o MIS-SP como visitante e expôs no museu, no final dos anos 1980 (Rosana cita 1989), um trabalho com mulheres jornalistas (a exposição chamava-se “Mulher Jornalista” com oitenta imagens coloridas e em preto e branco). Graça narra as memórias dessa exposição, cita que Silvia Poppovic veio à abertura; recorda-se de ter fotografado Eliane Cantanhêde, Ana Paula Padrão, Marília Gabriela, Célia de Gouvea Franco e Miriam Leitão.


Concorda com o professor Boris Kossoy, quando ele diz que o MIS-SP era uma instituição de ponta nos seus primeiros anos; fala da falta de recursos para investimento na sua gestão e em algumas anteriores. Diz que não tinham recursos para reposição de material, equipamentos; restauração, acervo etc.


Relata que foi na sua gestão a criação da organização social (OS), o que possibilitou ao MIS ter um orçamento, regularizar parcerias.


Fala do convite para assumir a direção do MIS em 2005 (na gestão de Cláudia Costin na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo); nesse momento, segundo ela, a ideia por parte da Secretaria era transformar as sociedades de amigos dos museus em organizações sociais (OS). Graça aborda a elaboração do plano de metas junto com uma equipe, segundo ela, muito boa, para transformar a sociedade em organização social, processo que durou aproximadamente oito meses.


Relata que no período que antecedeu à elaboração da OS encontrou o museu sucateado, com muita deficiência de equipamentos, os funcionários não eram contratados (diz “credenciados”), não tinha orçamento. A Secretaria, segundo ela, estimulava a captação de recursos, parcerias, locação de espaços, para ajudar na manutenção do museu.


Diz que quando chegou ao museu encontrou uma tela do fotógrafo Valério Vieira de 1922, que tinha sido exposta apenas duas vezes, e a restaurou e climatizou (isso antes da transformação em OS); montou o espaço Adoniran Barbosa, que era pequeno mas com um acervo importante; digitalizou o acervo de história oral com o apoio da Sabesp via lei Rouanet; restaurou 40 mil negativos do acervo sobre Chico Albuquerque em parceria com o Instituto Moreira Salles; criou uma ação educativa. Comenta que nesse momento aproveitava os acervos de fotografias e cartazes do MIS-SP para montar exposições, porque não havia outros recursos; relata outras atividades desenvolvidas.


Graça diz não ter tido contato com Amir Labaki (ex-diretor do museu entre 2003 e 2005); ela afirma ter sido recebida pelos funcionários do museu. Fala de mostras realizadas como uma em parceria com a Magnum e o Sesc chamada “World Press Photo”; sua última mostra foi sobre o fotógrafo Luis Humberto de Brasília.


Comenta a sua saída do MIS-SP a partir de uma denúncia infundada, que levou à sua demissão e de mais trinta e sete funcionários; e que uma outra OS entrou na administração do MIS-SP (a que ela veio para implantar estava pronta).


Diz ficar feliz porque hoje com a OS o MIS-SP conseguiu ser uma entidade independente, que pode captar sem problemas, que tem orçamento; e pôde se transformar em um museu de novas mídias, se atualizar; fala do acervo rico e que sente orgulho de ter restaurado negativos, filmes e digitalizado o material sonoro. Afirma que na sua gestão o museu sofria com a falta de recursos, mas que, ao mesmo tempo, fez um trabalho de resgate de muitas coisas.


Fala que ao assumir o museu queria transformá-lo em um espaço para novas mídias, com novos equipamentos; e encontrou uma estrutura sucateada, sem manutenção do próprio prédio, não tinha elevador (na sua gestão foi colocado) e que o único equipamento com mais recursos era a Pinacoteca.


Afirma que antes de assumir a direção do MIS, sua imagem da instituição era a melhor possível; fala das atribuições de diretor do MIS; não se recorda da carta de princípios que fundou o museu em 1970; comenta a programação e como era o espaço do museu na sua gestão; diz que as salas do Valério Vieira e do Adoniran Barbosa eram permanentes e que retomou o projeto de história oral do acervo, mas não produziu acervo; e da prioridade da sua administração, que foi a de catalogar e restaurar o rico acervo, que sofria com a falta de climatização.


Aborda a sua relação com a equipe da Secretaria de Cultura; que tudo era atrelado e dependia de autorização; da sua relação com o secretário João Batista de Andrade, que, em sua opinião, gostava do MIS e foi um bom secretário.


Diz que na sua época faltou uma programação de peso para atrair mais público; que essa programação estava restrita ao acervo; e que o museu estava muito sucateado para ser o museu do século XXI; diz que aumentou o público visitante entre 2005 e 2007 (total de 200.000 visitantes) e que contratou uma assessoria de imprensa externa.


Detalha como foi a exposição com a Magnum e o Sesc chamada “World Press Photo”; fala de outros feitos como a restauração dos negativos da coleção do Chico Albuquerque, do espaço Adoniran Barbosa, da restauração da tela do Valério Vieira. Aprofunda a exposição “Os Cangaceiros” (2007) com fotos, imagens, roupas, armas e facas; e a mostra “Partituras ilustradas”.


Graça comenta como estava o laboratório fotográfico na sua gestão, da parceria com o Instituto Vitae na restauração e catalogação de fotos. Diz que a OS tinha que transformar o MIS em um museu grande.


Afirma que o MIS, nos últimos anos, conseguiu se fazer mais importante. Explica como era ser diretora antes e depois da transformação em OS; que a transformação em organização social ajudou na captação de recursos, nas parcerias público-privadas, a ter um orçamento. Fala do programa de exposições de jovens fotógrafos na sua gestão, e que deu prioridade a esse suporte na direção do museu.


Finaliza dizendo como vê o museu hoje, que está decolando, com uma programação moderna, com novas mídias, e que foi a partir da organização social que o MIS-SP conseguiu levantar voo, e ela e sua equipe tiveram um papel importante na implantação da organização social. Cita os projetos que marcaram a sua gestão (já citados anteriormente). Fala da importância do MIS para a cidade de São Paulo e para o Brasil.


Diz que o MIS dos sonhos é aquele que consiga restaurar todo o acervo, colocar tudo que tem de bom internamente à disposição do público e produzir um novo acervo.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
museu; aniversário; cinquentenário; fotografia; arquitetura; mulher; jornalista; organização social; cangaceiro; jornalismo
Descritores Geograficos:
Erechim - Rio Grande do Sul - Brasil; Santa Maria - Rio Grande do Sul - Brasil; Brasília - Distrito Federal - Brasil; Florianópolis - Santa Catarina - Brasil; Museu da Imagem e do Som - São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Graça Seligman; Marília Gabriela; Claudia Costin; Valério Vieira; Adoniran Barbosa; Chico Albuquerque; Amir Labaki; Luis Humberto Miranda Martins Pereira; João Batista de Andrade; Museu da Imagem e do Som de São Paulo