50 depoimentos para os 50 anos: Guilherme Lisboa


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--Título:
50 depoimentos para os 50 anos: Guilherme Lisboa
Número do Item: Número de Registro:
00109MIS00046VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00109MIS - Museu da Imagem e do Som
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Guilherme LisboaEntrevistado(a)
Cleber PapaDireção
Renan DanielIdealização
Rosana CaramaschiPesquisa
Vânia AlmeidaProdução
Jennyfer YoshidaCinegrafista
Jennyfer YoshidaEdição
André PacanoEdição
André PacanoCinegrafista
Daniele DantasÁudio
Diego ValverdeCoordenação de equipe técnica
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
18/12/2019 24/03/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 181min 39s

Sinopse/Descrição:

O projeto 50 depoimentos para os 50 anos, com curadoria de Rosana Caramaschi, registra o depoimento oral de personalidades que fizeram parte da história dos 50 anos do Museu da Imagem e do Som.


Inspirado num dos pilares de criação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, em 1970, o registro e receptáculo da história de memória oral, o projeto “50 depoimentos para os 50 anos” busca, através de um dos mecanismos fundadores do conceito do Museu, remontar sua história e trajetória sociocultural.


Através de pesquisas, depoimentos e entrevistas com 50 personalidades do cenário político, cultural e artístico brasileiro que estiveram, de algum modo, relacionados aos andamentos e programas que foram fundamentais na linha do tempo do Museu, o projeto busca rememorar todos os elementos inerentes à trajetória do MIS e desvendar, assim, situações e pormenores que refletem a história cultural e social também do estado de São Paulo e do Brasil.


Entrevista realizada com Guilherme Ferreira Lisboa Neto, no dia 18 de dezembro de 2019 , no MIS-SP. Ele nasceu na cidade de São Paulo em 19 de dezembro de 1949.


Ele inicia falando que nasceu na cidade de São Paulo, é filho único. Fez o primário no ateneu Noronha Nogueira, diz que sua sala tinha poucos alunos e isso era bom; com 11 anos fez o vestibulinho para a escola de aplicação da USP, muito concorrida, e ficou em segundo lugar, e fala que fez o ginásio e o clássico lá. Elogia a escola de aplicação, onde teve um ensino, segundo ele, excepcionalmente bom, com professores memoráveis. E diz que fez um cursinho pré-USP, que o levou para essa universidade.

Entrou na Escola de Comunicações e Artes da USP em 1968. Disse que queria fazer Jornalismo, mas o chefe desse departamento era o Flávio Galvão, de direita, e o pegaram panfletando contra o acordo MEC-USAID (nesse acordo fala-se em direcionamento para o ensino pago). Explica que seus colegas, entre os quais José Possi Neto, Ismail Xavier e João Batista Natali, o aconselharam a fazer cinema, caso contrário estaria perdido no curso de Jornalismo por causa de sua opção política. Comenta que eles disseram que o chefe do departamento de Cinema era Rudá de Andrade, filho de Oswald de Andrade, e que havia nomes como Paulo Emilio Salles Gomes, Jean-Claude Bernardet e Roberto Santos, e que por isso seria legal.

Ele diz que fez entrevista com o Paulo Emilio para ingressar em Cinema, porque tinha optado pelo Jornalismo. Explica ao Paulo Emilio que sempre gostou de cinema como espectador, que frequentava as salas perto de sua casa (cita os cines Santa Cecília, Plaza na Praça Marechal Deodoro e Esmeralda). Detalha como foi a sua entrevista, e se diverte ao falar que Paulo Emilio perguntou-lhe quem foi Marilyn Monroe, e ele respondeu com várias informações, mencionou o seu recente filme, “Quanto mais quente, melhor”, e que ela cantou para o presidente Kennedy no bolo do seu aniversário. Enfim, ele ressalta que entrou no curso de cinema pelas mãos da Marilyn.

Fala que na faculdade de cinema (de 1969 a 1971) já namorava a sua esposa, a atriz Silvia Leblon, e queria se casar. E que viu uma vaga de estagiário no mural e resolveu se candidatar; era para a Futura Filmes com Mário Kuperman, onde faziam filmes didáticos para os cursos do Senac, e ele entrou. Comenta que o Rudá estimulava a profissionalização do aluno no curso de cinema, tanto que a disciplina que lecionava se chamava: “Técnica e prática de realização cinematográfica”.

Destaca que se profissionalizou aos 19 anos de idade e diz que ganhou um grande amor pela produção, área não tão procurada pelos seus colegas. Fala que trabalhou como diretor de produção no filme “Jogo da Vida e da Morte”, de Kuperman, inspirado em Hamlet, e conta sobre esse filme e seu elenco, e de sua estreia em longas aos 20 anos. Diz que esse filme não foi um sucesso comercialmente falando, porque foi feito em branco e preto, e se tinha aversão a isso no início da década de 1970.

Fala que a primeira turma de formandos da ECA era formada por notáveis, cita Ismail Xavier, Plácido de Campos Jr, Aloysio Raulino, Roman Stulbach, Eduardo Leone, Marilia Franco, João Cândido Galvão, Jean Koudela e Walter Rogério.

Diz que Plácido o convidou para lecionar na faculdade de arquitetura de São José dos Campos, no começo como auxiliar de ensino, e, posteriormente, na função de professor assistente quando terminou a graduação (trabalhou lá de 1971 a 1973), e cita alguns alunos do curso como o artista plástico Guto Lacaz e o músico Paçoca. Fala dos colegas que ali lecionaram como Dalton de Luca, Walter Ono, Ricardo Ohtake, Ana Maria Belluzzo, Telmo Pamplona e Ricardo Maranhão.

Na graduação acrescenta que participou de um grupo de estudos com Marcello Tassara, professor de Animação da ECA, em que produziram filmes de Física. E menciona que produziu vários curtas-metragens de colegas. Lembra-se do ano de 1974, em que ficou desempregado com uma filha de um ano. Comenta o emprego no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), onde prestou concurso e ingressou em primeiro lugar no cargo de editor de texto. E a volta a trabalhar com o Mário Kuperman em três produções (Fundacentro, CECAP e outro cliente). E fala da sua equipe fixa de trabalho: Aloysio Raulino (Fotografia), Romeu Quinto (Som), ele (Produção) e Mário Kuperman (Direção).

Guilherme fala dos filmes que essa equipe produziu para a TV Cultura em uma série denominada Brasilianas. Recorda-se de uma gravação na região de Assis com uma boia-fria, muito elogiada, que recebeu o título de Tarumã (de 1975). Ele comenta emocionado da repercussão desse trabalho, dos elogios do Paulo Emilio Salles e do pedido do André Sturm para ter uma cópia porque estava tentando reabilitar o Cineclube da FGV.

Diz que acompanhou a criação do MIS de longe, sua itinerância no começo, mas foi muito amigo de Rudá, talvez o mais íntimo que ele teve, depois de 1976, quando ele se separa da segunda esposa e se casa com a terceira.

Comenta que no começo o MIS-SP não tinha uma sede e passou um bom tempo no Palácio dos Campos Elíseos, onde, segundo ele, foram feitos trabalhos de muita qualidade. E cita a importância de Sylvia Bahiense Naves nesse momento, responsável pela parte do som.

Fala que a grande paixão de Rudá de Andrade, Paulo Emilio Salles e Francisco Luiz de Almeida Salles sempre foi a Cinemateca Brasileira.

Segundo Guilherme quem vendeu a ideia de criação do MIS-SP para o governador Abreu Sodré foi o Almeida Salles, seu ghost writer e integrante da assessoria técnica e legislativa do governo, e Rudá de Andrade.

Explica o trabalho desenvolvido pela Cinemateca Brasileira na preservação dos filmes. E comenta que não participou da criação do MIS-SP. Conta como foi a exposição Memória Paulistana; diz que foi maravilhosa, fala do cenário, do som feito pelo Dalton de Luca, da coordenação geral realizada pelo Carlos Augusto Calil, e da sua boa repercussão entre os grupos que frequentava; foi, segundo ele, um marco.

Relata que participou como produtor das expedições feitas pelo MIS-SP em regiões como Estrada Rio-Santos, Vale do Ribeira, porque Rudá tinha como premissa documentar tudo que iria transformar o panorama. Fala do terceiro casamento de Rudá, no caso com Halina Kocubej, de 1976 até a sua morte, com quem teve um filho, Rudazinho; Guilherme diz que ficou muito próximo ao Rudá, em 1976, quando estavam produzindo um filme na ECA sobre os quinhentos anos de Nicolau Copérnico. Detalha que participavam um responsável e dois técnicos nessas expedições (um para tirar fotos e outro para recolher som), e que dormiam em barracas ou na casa dos entrevistados, e afirma que um dos três da equipe tinha que ter carro. Diz ainda que alguns equipamentos eram do MIS, como o gravador, tripé, equipamento de som, mas a câmera era do fotógrafo. Finaliza que o material produzido era enviado ao Setor de Documentação, que se incumbia de classificar, organizar, indexar e disponibilizar ao público.

Fala que não acompanhava as atividades do MIS antes de vir trabalhar no museu; que o Plácido de Campos contava algumas atividades que desenvolviam no MIS, como as filmagens no subsolo do Palácio dos Campos Elíseos com Sylvia Bahiense e Gofredinho da Silva Telles; das filmagens de uma peça de Naum Alves de Souza chamada Júlia Pastrana.

Fala como era o MIS-SP nos anos iniciais de sua criação, com uma estrutura caseira, poucos frequentadores e pessoas trabalhando, e que a exposição Memória Paulistana atraiu um pouco mais de gente, mas quando acabou o museu voltou a ter pouco público; detalha a estrutura do museu nos primórdios; diz que Rudá era uma pessoa muito aberta e democrática, sempre trabalhou de portas abertas e gostava de resolver tudo; diz que todos os funcionários eram muito amigos entre si, o ambiente era familiar.

Comenta que o João Sócrates montou o laboratório e cuidava muito do restauro de filmes, que era um professor Pardal porque inventava equipamentos, e que foi muito importante no início do MIS. Complementa que Rudá valorizava muito o Conselho, que era muito atuante, reuniam-se uma vez por semana. Fala que Rudá gostava bastante de Ernani Silva Bruno, historiador, e diz que o Almeida Salles (Francisco Luiz de Almeida Salles), conhecido por “presidente”, era muito importante; cita o maestro Sérgio Vasconcellos-Corrêa e sua importância na área de música.

Fala sobre a atuação do museu na ditadura; e do seu envolvimento na pesquisa e montagem da exposição sobre os trinta anos de TV (1980) a convite de Rudá de Andrade; cita José Roberto Aguilar, Lucila Meirelles, Tadeu Jungle e Walter Silveira, que participaram dessa mostra; detalha a expografia dessa exposição.

Diz que em agosto de 1976 o Rudá o convidou, e, também, ao Plácido para montar uma produtora; segundo Guilherme, Rudá não estava satisfeito com o trabalho no MIS e na ECA; menciona que em 1976 ele e o Plácido estavam empregados na Secretaria do Planejamento para desenvolver um trabalho para o MIS chamado “A cidade também é a sua casa”; fala de um concurso de fotografia proposto por Rudá sobre o que você quer que seja preservado na sua cidade, desenvolvido por ele (Guilherme), Plácido, Ermínia Maricato e Telmo Pamplona, que virou exposição no MIS.

Comenta o projeto Ação Arte Vale do Paraíba, liderado pelo MIS; e da exposição de estudos jurídicos de 1977, quando a Faculdade de Direito da USP completava 150 anos, em que ele fez a produção; fala como Rudá estava nesse momento (desgostoso, bebendo); diz que Rudá frequentava o Pandoro, bar que virou o seu escritório.

Fala da produtora que montou com Plácido, Rudá, e este convidou o Almeida Salles, alegando que se ele entrasse com 1% ficaria tudo bem dividido; diz que deu certo essa experiência, fizeram muitos comerciais; fala que não tem muitas informações da saída de Rudá e da entrada de Boris Kossoy na direção do museu; e fala da saída de Rudá da ECA, que levou uma puxada de tapete.

Diz que não colaborou na gestão do Boris; e que acredita que a gestão dele foi voltada para a fotografia, mas não sabe dizer se essa avaliação tem uma carga de preconceito. Fala que após a morte de Rudá houve um movimento notório de valorização do seu trabalho na área cultural; e reconhece o trabalho pioneiro de Rudá em implantar estruturas que vão se solidificar e crescer.

Comenta a gestão de Ivan Ísola entre 1983 e 1987 no MIS; e que ele já tinha vindo ao museu apresentar um projeto para o Rudá; diz que tinha uma simpatia por ele pelo fato de ser casado com a Ana Maria Belluzzo, por quem nutria uma simpatia.

Fala do relacionamento com o Ivan, que era muito temperamental e falava alto, mas ressalta que nunca teve problemas com ele; fala que veio trabalhar no MIS e o Ivan foi para a Embrafilme, onde Guilherme estava anteriormente.

Comenta as características das gestões de Rudá, Boris Kossoy e Ivan; que Ivan fez uma importante reforma no museu, sobretudo na sala de projeção, e o museu ficou fechado por um ano e meio; e fala de sua vinda ao MIS em 1987, do convite que recebeu da Bete Mendes, com quem tinha contato; antes dessa experiência comenta a sua passagem pela Embrafilme e Eletropaulo.

Diz que na sua gestão não tinha um projeto, queria cumprir os dez preceitos fundamentais; e que abria o MIS pela manhã para cineastas exibirem os copiões; cedeu as instalações do museu para os encontros da Apaci e da ABD.

Detalha como eram as instalações do MIS-SP na sua gestão; dos depoimentos de história horal com Tom Jobim, Luís Carlos Prestes entre outros nomes (segundo ele a parte de história oral estava parada desde o Boris); fala que retomou as atividades dos setores de Documentação e de Biblioteca; comenta quem integrava a sua equipe.

Diz que retomou as exposições; que fez um projeto sobre a recuperação de dezessete filmes e classificação de fotos da Vera Cruz Companhia Cinematográfica (Renato Consorte era quem identificava o material da Vera Cruz); fala que contratou o Plácido de Campos Júnior, o Renato Consorte, reforçou o salário de João Sócrates; e a Vera Cruz virou uma grande exposição. Fala que o MIS voltou a aparecer nos cadernos de cultura, cita a Ilustrada da Folha de São Paulo.

Comenta que a Bete Mendes, então secretária estadual de Cultura, ficava chateada porque elogiavam o MIS, mas a imprensa não citava a secretaria. E diz que na sua gestão o museu passou a ter assessoria de imprensa. Analisa a gestão de Bete na secretaria, inclusive relata uma viagem que ela fez a Cuba, onde conheceu Fidel.

Guilherme diz que a exposição sobre a Vera Cruz foi um sucesso; e que sempre se preocupou com projetos que envolvessem a nossa cultura e o acervo; diz que uma exposição sobre Stanley Kubrick não tem nada a ver com o MIS. E fala da sua exoneração do MIS.

Comenta a prioridade de sua gestão, que era inserir o MIS na cena cultural e transformá-lo na casa de seus amigos do cinema e das artes visuais. Diz que convidou Geraldo Anhaia Mello para fazer a programação de vídeo do museu. Fala de suas conversas com Solange Farkas e Henrique Macedo (da Fotoptica) para trazer o videobrasil para o MIS. Considera sua gestão bem-sucedida.

Fala sobre a exposição da Vera Cruz, os espaços ocupados, o público visitante (não se recorda o número); e diz que os filmes da Vera Cruz também eram exibidos. Comenta a Mostra Person (Luiz Sergio Person); e fala do que entende por museu vivo, termo associado ao MIS; para ele o museu vivo atrai diversas gerações e se propõe à reflexão. Detalha a importância da mostra sobre Person. Diz que inaugurou a sua gestão com o velório do diretor Roberto Santos, com quem trabalhou muito tempo e foi seu aluno na ECA.

Fala que a mostra sobre Person tinha como concorrentes o CineSesc e a sala Mário de Andrade, que funcionava no cinema Belas Artes, e, depois, na Rua Fradique Coutinho; diz que talvez os gestores do museu tenham feito exposições internacionais em razão da concorrência, para não perecer, nos últimos anos.

Diz que ficou em assessorias de secretarias nos anos 1990; que foi diretor adjunto da Cinemateca Brasileira no início dos anos 2000; e cita outros cargos. Diz que tentou deixar o seu legado à frente do MIS, entre 1987 e 1989, e um exemplo disso seria tê-lo recolocado na cena cultural e não ter esquecido os seus princípios. Comenta como era o museu nos anos 1970 e 1980; e que quando saiu do MIS o museu era muito querido pelo pessoal do audiovisual e menos pelo público de música.

Afirma que o MIS se firmou como equipamento cultural; tem o seu lugar sagrado e conquistado. Tem receio que o MIS perca os seus princípios da fundação em nome de conquistar mais e mais público. Não imagina o que será o museu daqui a cinquenta anos.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
aniversário; cinema; cinquentenário; museu; videoarte; ditadura militar; ditadura
Descritores Geograficos:
Museu da Imagem e do Som - São Paulo - São Paulo - Brasil; Palácio dos Campos Elísios - São Paulo - São Paulo - Brasil; Vale do Ribeira - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Guilherme Lisboa; Escola de Comunicação e Artes ECA/USP; Cinemateca Brasileira; Rudá de Andrade; Paulo Emílio Salles Gomes ; Roberto Santos; Mario Kuperman; Plácido de Campos Júnior; Dalton de Luca; Ana Maria Belluzzo; Instituto de Pesquisas Tecnológicas; Aloysio Raulino; Romeu Quinto; Francisco Luiz de Almeida Salles; Abreu Sodré; Memória Paulistana; Carlos Augusto Calil; João Sócrates de Oliveira; José Roberto Aguilar; Lucila Meirelles; Tadeu Jungle; Walter Silveira; Boris Kossoy; Bete Mendes; Companhia Cinematográfica Vera Cruz; Renato Consorte; Luiz Sérgio Person; Ivan Negro Isola; Marcello G. Tassara; Silvia Leblon