50 depoimentos para os 50 anos - Miguel Paladino


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--Título:
50 depoimentos para os 50 anos - Miguel Paladino
Número do Item: Número de Registro:
00109MIS00045VD -
Uso e acesso:
Divulgação virtual
Coleção:
00109MIS - Museu da Imagem e do Som
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Miguel PaladinoEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Renan DanielIdeia
Vânia AlmeidaProdução
Jennyfer YoshidaCinegrafista
André PacanoCinegrafista
Daniele DantasCinegrafista
Diego ValverdeDireção de operações
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
09/01/2020 03/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
- Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal

Sinopse/Descrição:

Inspirado num dos pilares de criação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, em 1970, o registro e receptáculo da história de memória oral, o projeto “50 depoimentos para os 50 anos” busca, através de um dos mecanismos fundadores do conceito do Museu, remontar sua história e trajetória sociocultural.


Através de pesquisas, depoimentos e entrevistas com 50 personalidades do cenário político, cultural e artístico brasileiro que estiveram, de algum modo, relacionados aos andamentos e programas que foram fundamentais na linha do tempo do Museu, o projeto busca rememorar todos os elementos inerentes à trajetória do MIS e desvendar assim situações e pormenores que refletem a história cultural e social também do estado de São Paulo e do Brasil.


Miguel Angel Paladino nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 13/04/1947; destaca que chegou ao Brasil aos 27 anos; esteve em Arembepe-BA, onde fez artesanato e viveu como hippie; frequentou a Escola de Sociologia e Política; conta sobre a pesquisa para a exposição do SESC Pompeia, em 1982, “Mil brinquedos pra criança brasileira”; fala sobre sua participação na oficinas de criatividade do SESC Pompeia; conta sobre sua experiência como assistente de Lina Bo Bardi; diz que Lina era criativa e politizada; lembra de quando estava com Lina no Teatro Castro Alves e encontrou Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia; fala sobre o contato com Zé Celso e a criação cenográfica do Teatro Oficina; conta sobre a experiência no Grupo Ornintorrinco; comenta sobre a montagem do Ubu, diz que a cenografia foi inspirada na patafísica, descreve alguns personagens da montagem como o porco com duas cabeças; diz que houve uma exposição de Lina Bobardi no MIS na gestão de André Boccato; lembra-se de quando Lina morreu, Miguel estava com Zé Celso, em um festival em Curitiba.


Fala sobre a comemoração do Ubu, uma nova montagem em 1995; comenta algumas adaptações para a cenografia, inspiradas na umbanda.


Fala que o MIS era uma referência no cinema; diz que lembra um pouco do Paço das Artes; comenta sobre sua atuação na Secretaria de Cultura, na gestão de Fernando Morais; atuava no DARC, núcleo de atividades para o interior do estado; diz que nessa época, tinha contato com o então diretor do MIS, Ricardo Ohtake; comenta sobre a atuação da Oficina Três Rios no interior do Estado; fala que passou por Presidente Prudente, Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos; conta que atuou na curadoria da exposição Viva Vallauri; entre 2002 e 2004 atuou como diretor da Associação dos Amigos do MIS, um modelo que precedeu a Organização Social.

Retoma a exposição Viva Vallauri, que abriu em 16/12/1998; diz que já havia ocorrido uma exposição na Pinacoteca, que havia dado visibilidade a Vallauri; cita alguns amigos do artista, como Julio Barreto, Carlos Matuck, Paulo Klein; diz que ainda tem fotos da exposição Viva Vallauri; comenta que boa parte dos itens exibidos eram da coleção de Marcos Santilli; cita a exposição do MAM; comenta sobre outras exposições do MIS.


Fala sobre a exposição Ecos do Século, em comemoração aos 30 anos do MIS; diz que teve algum contato com Renato Consorte no MIS; comenta sobre aspectos da montagem, curadoria e interação entre equipes de diferentes tipologias; relata alguns problemas de conservação do acervo; fala sobre sua relação com Victor Navarro, na Ocupação Leminski; comenta sobre o Panorama de Valério Vieira, explica o processo de fotopintura e montagem; fala sobre a exposição Panoramas; destaca a coleção Domício Pinheiro, que faz um registro de como a ditadura se aproveitou da popularidade do futebol; fala sobre a abertura de Desembrulhando o MIS, com uma intervenção artística de José Roberto Aguilar.


Diz que a elaboração do projeto 30 anos levou cerca de 4 meses; comenta sobre a conferência de Umberto Eco; fala sobre as politicas de preservação de Marcos Santilli; destaca o conceito de memória de Umberto Eco; fala sobre a importância da comunicação; diz que o módulo Caverna e Cibernética tratava sobre a transformação das mídias; destaca o papel do Museu na difusão cultural; diz que a exposição buscava mostrar diversidade; fala sobre a programação da Sala Sony, onde eram exibidos vídeos e curtas-metragens de concursos produzidos pelo Museu; fala sobre a transição entre Marcos Santilli e Amir Labaki.


Rosana pergunta sobre a exposição Panoramas, que contou com 16 artistas, como Antonio Saggese, Alex Vallauri, Gal Oppido, Guilherme Gaensly, Hildegard Rosenthal, João Luiz Musa; conta que o conceito da exposição era construir panoramas da cidade, a partir da obra de Valério Vieira, que fazia parte do acervo do Museu, com fotógrafos de diferentes épocas; comenta sobre o relacionamento com a Secretaria de Cultura e as dificuldades financeiras.

Fala sobre a inauguração após a reforma; comenta formas de captação de recursos; retoma a transição de gestão; comenta sobre a equipe de Amir Labaki.


Diz que o MIS sempre foi referência para o público jovem, com festivais de vídeo e curtas-metragens. Fala sobre seu contato como público recentemente, nas exposições Stanley Kubrick e Castelo Ra Tim Bum.


Comenta sobre o legado da exposição dos 30 anos que destacou curiosidades históricas; diz que o MIS é um museu popular; comenta os aspectos de classes sociais diversos; diz que tem vontade de fazer uma exposição sobre a Avenida Europa, pelo seus diferentes aspectos sociológicos; fala sobre o MIS Experience; comenta brevemente sobre as mudanças de endereço do Paço das Artes.


Fala sobre a exposição Stanley Kubrick; comenta sobre a imagem do Museu; considera o sucesso positivo; comenta as mudanças de endereço; fala sobre locação para eventos; compara com a administração da verba do SESC; diz que o MIS possui uma história de respeito com a vanguarda; diz que a importância do museu é guardar a memória da imagem e do som, mas também é um centro de atividades; considera muito positivo o aumento de público; comenta sobre o MUBE, e excesso de locação para eventos e lembra-se que o espaço foi uma doação de Jânio Quadros; a entrevista se encerra nesse ponto.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
gestão cultural; hippie; cenografia; teatro; gestão pública; programação cultural; centro cultural; cinema independente; terceiro setor; exposição de arte; graffiti; vídeo; museologia
Descritores Geograficos:
São Paulo - São Paulo - Brasil; Buenos Aires - Argentina - América do Sul; Arembepe - Bahia - Brasil; Bauru - São Paulo - Brasil; Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil; São Carlos - São Paulo - Brasil; Teatro Castro Alves - Salvador - Bahia - Brasil; Curitiba - Paraná - Brasil
Descritores Onomásticos:
Lina Bo Bardi; SESC Pompéia; Maria Bethânia; Caetano Veloso; Gal Costa; José Celso Martinez Corrêa; Teatro Oficina; Cacá Rosset; FAAP; Ivaldo Bertazzo; André Boccato; Paço das Artes; Ricardo Ohtake; Oficina Cultural Três Rios; Bete Mendes; Fernando Moares; Secretaria da Cultura; Cláudio Kahns; Alex Vallauri; Julio Barreto; Carlos Matuck; Paulo Klein; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Marcos Santilli; Domício Pinheiro; Valério Vieira; Chico Albuquerque; John Howard (grafiteiro); Umberto Eco; Amir Labaki; Antonio Saggese; Alex Vallauri; Gal Oppido; João Luiz Musa; Hildegard Rosenthal; Guilherme Gaensly; Stanley Kubrick; Nabil Bonduki; Jânio Quadros