Entrevista de Maria Lúcia Messa


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--Título:
Entrevista de Maria Lúcia Messa
Número do Item: Número de Registro:
00109MIS00021VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00109MIS - Museu da Imagem e do Som
Autoridades: Classificação:
Maria Lúcia MessaEntrevistado(a)
Agostinho dos SantosTécnico de som
Teco FrancoCinegrafista
Renato GalonCinegrafista
Tuca VieiraFotografia
Ana Luiza PinheiroPesquisa
Ana Maria GuarigliaPesquisa
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
09/09/1993 09/09/1993
Suporte/Formato:
DVD Cópia
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 126min 40s

Sinopse/Descrição:

(02:36) – Apresentadora relata data da gravação e projeto, cita os participantes da gravação.


(03:03) – Entrevistadora relata que gostaria que a entrevistada fizesse uma pequena biografia dela ante de entrar no MIS. A entrevistada relata que nasceu em Assis em 1945, sua mudança para São Paulo, entrou no curso de filosofia na USP e trabalho na ECA.


(04:08) – Entrevistadora questiona como a entrevistada começou a trabalhar no MIS, a mesma relata que conheceu Rudá de Andrade, então diretor do MIS, enquanto trabalhava na ECA, quando soube de Plácido de Campos que o MIS precisava de funcionário, o que levou ela a falar com Rudá. Por questionamento de entrevistadora, a entrevistada comenta sobre forma de contratação na época e mudanças que ocorreram no contrato de funcionários durante o tempo que trabalhou no MIS, a instabilidade e formação de quadro de funcionários.


(10:20) - Entrevistadora questiona como era a sede do MIS anterior a sede atual, a entrevistada relata sobre o local na rua Oscar Pereira da Silva, cita que não foi o primeiro local do museu e cita outros lugares em que o MIS funcionou antes de realmente ter uma sede, a sede atual. Relata que começou a trabalhar na montagem da exposição “Memoria Paulistana”, que seria a exposição de abertura do MIS, o começo na sede atual, a reforma para abrigar o museu, a abertura ao público.


(13:52) - A entrevistadora questiona sobre a mudança quanto ao trabalho quando foi feita a mudança para a sede, a entrevistada relata a forma de trabalho, as pessoas contratas pelo museu para desenvolver projetos de pesquisa.


(17:05) – Entrevistadora questiona qual era a função da entrevistada enquanto trabalhava no MIS, entrevistada responde “Eu tive várias”, seguido de uma risada. Relata que entrou como secretaria, teve várias funções desde coordenação de projeto, coordenação de equipe e mesmo chegou a substituir o diretor no final da sua carreira no MIS. Entrevistadora questiona qual dessas funções marcou mais a entrevistada, a entrevistada comenta sobre a abertura ao público com a nova sede e como isso gerou o trabalho de desenvolver programas e gerar público para o museu. Comenta sobre a exposição “Memoria paulistana”, pequena descrição da exposição e de suas reações.


(24: 54) - Entrevistadora questiona durante relato da entrevistada, que tipo de público foi formado nesse começo de trabalho no MIS, a entrevistada responde fundamentalmente universitário. Entrevistadora questiona se havia algum convenio com alguma universidade o que a entrevistada responde que não, relata que havia proximidade com a Escola de Comunicação e Arte, a ECA, uma relação próxima com algumas cinematecas. Cita que o começo o acervo era documental, registro dos projetos de pesquisa, inclusão de filmes pertencentes da Comissão Estadual de Cinema.


(28:00) - Entrevistadora questiona o motivo do acervo de filmes da Comissão Estadual de Cinema ter vindo para o MIS, a entrevistada fala sobre ligação do MIS com a Secretaria da Cultura e as atividades fundamentais do MIS na época e a relevância do acervo de filmes. Comenta de posterior acréscimo do acervo de fotografia de comissão de fotografia.


(29:40) – Entrevistadora questiona sobre a exposição “Memoria Paulistana” se ela fez gravações de depoimentos, a entrevistada responde que não, nessa ocasião ela atendia o público.


(30:14) – Entrevistadora questiona se a divulgação nos jornais na época era boa, o que a entrevistada confirma e comenta sobre essa relação.


(31:05) – Entrevistadora questiona se a entrevistada acreditava que havia um objetivo educativo no MIS, alguma parceria com Secretaria da Educação, o que a entrevistada nega, cita que o trabalho educativo era independente, que havia o objetivo era cultural. Entrevistadora questiona de parceria com colégios, o que a entrevistada comenta que houve tentativas.


(33:00) – Entrevistadora questiona se percebia uma mudança de público dependendo do diretor do museu. A entrevistada comenta que sobre os primeiros diretores do museu, mas comenta que é difícil afirmar essa mudança mudou o público. A entrevistada fala sobre o público ser em maioria universitário e comenta sobre essa característica. Comenta sobre o trabalho com jovens em idade escolar e dificuldades da área educativa do museu, comenta sobre as primeiras contratações de monitores e comenta sobre essa primeira equipe de trabalho com público, comenta alguns dos primeiros projetos e contratação de equipes.


(42:43) – Entrevistadora questiona se os recursos para exposições e projetos vinham apenas da secretaria ou de também de particulares, a entrevistada responde que apenas havia recursos vindos da Secretaria de Cultura, comenta sobre a criação do Associação Amigos do MIS e tentativa anterior de formar associação e questões de verbas públicas.


(46:24) – Entrevistada questiona sobre o começo dos trabalhos do MIS, que a entrevistada comenta que havia maior integração entre os funcionários, como era o trabalho e organização, não havia uma divisão clara de setores ou funções, as dificuldades da época.


(50:40) - Entrevistadora questiona sobre o Conselho de orientação, a entrevistada comenta sobre o primeiro Conselho, cita cada um dos participantes, suas áreas, descreve como o conselho trabalhava e atribuições. A entrevistadora questiona o que precisaria ser feito para o Conselho deixar de existir, o que a entrevistada responde “deveria alterar a legislação”, há comentários tanto da entrevistada e da entrevistadora sobre essa questão de legislação referente ao conselho e o diretor do museu. Conta a história da saída de Rudá de Andrade da direção do MIS. Por questionamento da entrevistadora, a entrevistada comenta sobre a troca de membro do conselho.


(1:02:08) – Entrevistadora questiona se a entrevistada acha que havia diferenças entre os diretores referente a prioridades com o museu, a entrevistada relata que sim, ela comenta sobre a direção do Rudá de Andrade e do Ivan Isola, sendo que ela considera as duas como feitos trabalhos fundamentais, uma como fundação e outra frente a desafios em resolução de problemas e orientação dos trabalhos do museu. Comenta sobre o diretor Boris e seu trabalho durante essa direção.


(1:15:08) – Aproveitando o relato da entrevistada, a entrevistadora comenta que as vezes o MIS acaba agindo como Centro Cultural, a entrevistada comenta sobre o começo do MIS na sua sede atual, com referência ao Paço das artes e o Museu do Esporte Nacional, sendo esse último não chegou a vir para a sede, a discussão para separação do Paço das artes e trabalhos de Centro Cultural fossem deixados com ele.


(1:17:58) - Entrevistador questiona se nas épocas que a entrevistada trabalhou no MIS o quadro de funcionários era grande, quantas pessoas trabalhavam, a entrevistada questiona quantas pessoas trabalhavam na época da entrevista o que é respondida por cerca de oitenta trabalhadores, a entrevistada responde que não, sendo o maior número de pessoas que trabalharam no museu durante o tempo que ela trabalhou no MIS foi de 25 pessoas, incluindo limpeza. Comenta sobre o trabalho com poucas pessoas no início da gestão, explica como funcionavam os setores e organização do trabalho.


(1:23:39) – Entrevistadora questiona sobre um setor de História oral, a entrevistada responde que não havia esse setor, comenta como era feito o trabalho em história oral. Entrevistadora questiona se havia muitas entrevistas, a entrevistada lembra que havia entrevistas quase todo dia. A entrevistadora questiona se a entrevistada lembrava de algum projeto que ela achava interessante, a entrevistada cita projeto integrado com o centro de estudos rurais e urbanos da USP, um projeto de recuperar a memória de carnavais paulistanos, cita também um projeto sobre a história do futebol, um projeto sobre chorinho. Cita que havia vários.


(1:26:16) – A entrevistadora questiona como eram o uso de equipamentos, a entrevistada comenta das dificuldades na utilização de poucos recursos. Comenta sobre as mudanças sofridas na sala de entrevista. A entrevistada comenta novamente sobre dificuldades pela falta de troca de equipamentos e a manutenção que era necessária.


(1:29:22) – Entrevistadora questiona se houve tentativa de informatizar a parte de documentação, a entrevistada cita sim e comenta sobre como já havia planejamento antes dela sair do MIS.


(1:30:23) – Entrevistadora questiona quais os principais problemas que o MIS enfrentou na opinião da entrevistada, a entrevistada comentava sobre questão de dinheiro, falta de funcionários e falta de equipamentos, a entrevistadora questiona se havia problema devido mudança de direção, o que a entrevistada cita que não e comenta sobre essas mudanças do ponto de vista do trabalho das equipes. A entrevistadora questiona se manter um diretor por muito tempo, como no caso do Rudá de Andrade, se havia problemas, o que a entrevistada nega e comenta sobre o trabalho de Rudá e Ivan na direção.


(1:32:52) – Entrevistadora questiona como a entrevistada avalia o seu próprio trabalho no MIS, a entrevista relata como o trabalho no museu foi fundamental, principalmente como aprendizado, cita o trabalho com alguns ex-colegas e a forma das contratações.


(1:38:40) – Entrevistadora questiona se durante a ditadura houve algum problema referente a restrição ou proibição, a mesma relata que não houve problema e cita que chegaram a passar filme proibidos aqui. Cita sobre Herzog e matéria que ele fez sobre o MIS.


(1:40:36) – Entrevistadora questiona se havia concurso para outras áreas, a entrevistada cita que além da monitoria ela acredita que não.


(1:40:55) – A entrevistadora questiona se depois que ela saiu do MIS se ela acompanhou o museu, a entrevistada diz que sim, mas que ao sair do MIS ficou um pouco distante, cita problema durante governo Collor e um afastamento. Cita que ainda tem conhecidos trabalhando no museu e também possui carinho pelo MIS.


(1:43:24) – A entrevistadora questiona se tem algo mais que a entrevistada queira acrescentar, a entrevista brinca que quando sair da entrevista vai acabar lembrando de várias coisas e pergunta se as entrevistadoras estão satisfeitas com a entrevista, o que é respondido que sim pela entrevistadora e ainda esclarece sobre o projeto de Memória do MIS. A entrevistada agradece a oportunidade e cita que ficou contente pelo convite da entrevista e comenta como o trabalho de equipe da época foi importante. A entrevistadora agradece a entrevistada.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
museu; trabalho; audiovisual; pesquisa; exposição; fotografia; entrevista; filme; cinema; fotografia; ditadura
Descritores Geograficos:
Assis - São Paulo - Brasil; Universidade de São Paulo - São Paulo - Brasil; Museu da Imagem e do Som - São Paulo - São Paulo - Brasil; Vale do Ribeira - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Escola de Comunicação e Artes ECA/USP; Rudá de Andrade; Plácido de Campos Júnior; Fundação Padre Anchieta; Ivan Negro Isola; Carlos Augusto Calil; João Sócrates; Cinemateca Brasileira; Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Cinemateca do Museu Guido Viaro; Comissão Estadual de Cinema; Boris Kossoy; Bernardo Vorobow; Cristina Sato de Souza; Ricardo Ohtake; José Roberto Graciano; Francisco Luiz de Almeida Salles; Paulo Emílio Salles Gomes ; Sérgio Oliveira de Vasconcellos Correa; Luiz Ernesto Machado Kawall; Avelino Ginjo; Paulo Egydio Martins; Paulo Maluf; José Mindlin; Max Feffer; Franco Montoro; Cunha Bueno, Deputado; Jorge da Cunha Lima; Orestes Quércia; Guilherme Lisboa; Paço das Artes; Maria Isaura Pereira de Queiroz; Vladimir Herzog; Embrafilme; Fernando Collor de Mello