Musicais no Cinema - entrevista com Daniel de Oliveira


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--Título:
Musicais no Cinema - entrevista com Daniel de Oliveira
Número do Item: Número de Registro:
00859MUA00007VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00859MUA - Musicais no Cinema
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Daniel de OliveiraEntrevistado(a)
Duda LeiteEntrevistador(a)
Duda LeitePesquisa
Duda LeiteCuradoria
André PacanoCinegrafista
André PacanoEdição
Jennyfer YoshidaEdição
Daniele DantasÁudio
Renata LetíciaProdução
Local de Produção:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
15/10/2019 12/2019
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 36min 44s

Sinopse/Descrição:

Entrevista com Daniel de Oliveira, ator, nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 19/06/1977.


Entrevistador: Duda Leite, curador da exposição “Musicais no Cinema”.


Ele começa falando sobre quando descobriu que gostaria de ser ator, ele diz que tinha 6 anos e fazia o coelho na peça “Alice no país das maravilhas”; Daniel fala que tem um tio em Belo Horizonte chamado Fernando Ernesto, que é ator e veterinário, e participava de um grupo de teatro importante chamado Encena, de Wilson de Oliveira, e ele foi uma referência para Daniel, despertou-lhe a vontade de subir ao palco; aos 14 anos ele afirma que começa a fazer peças teatrais e comerciais em Belo Horizonte, é com essa idade que considera o início de sua carreira.


Fala do seu primeiro filme chamado “O circo das qualidades humanas”, e, depois, do seu primeiro papel importante, Cazuza; comenta que antes de fazer Cazuza já tinha batalhado no Rio de Janeiro; ele diz que foi o ex-namorado do Cazuza, Serginho, quem foi assistir a uma peça em que ele atuava chamada Êxtase, e que conversou com ele que estava tendo testes para o filme de Cazuza e que ele tinha boas chances de fazer o papel. Daniel diz que ficou sabendo do filme sobre o Cazuza com 23 anos; fez o teste com 24 anos; gravou o filme com 25 anos (era o seu segundo filme) e o assistiu aos 26 anos de idade.


Comenta que ele preparou o Cazuza, estudou, não foi “baixado” repentinamente; ele fala do apoio que teve da Lucinha, mãe do Cazuza, e do seu pai, João Araújo; da Marise Müller, fonoaudióloga que tentava tirar a língua presa do Cazuza e ajudou o Daniel a ter a língua presa; do cineasta Walter Lima Júnior; de uma preparadora de elenco chamada Camilla Amado e da bailarina Marcia Rubin na preparação do corpo. Segundo ele, todas essas pessoas o ajudaram a compor o personagem. Ele diz que se preparou um ano para fazer o Cazuza. Ele comenta a ajuda que recebeu do Serginho, ex-namorado de Cazuza e também ator, não só com a indicação para o papel, mas na criação do personagem.


Cita a ajuda que recebeu do Lobão, Ney Matogrosso, Frejat, também na composição do personagem Cazuza; diz que frequentava lugares que o Cazuza costumava ir.


Daniel fala de sua admiração por Cazuza e diz que quanto mais o tempo passa, mais ele admira o Cazuza; comenta que no filme as vozes dele e de Cazuza se misturavam nas canções, sob a direção do produtor musical Guto Graça Mello. Ele fala do teste que fez para o personagem, em que acabou comendo o papel em que estava escrito o nome do Cazuza e que ele era HIV positivo. Nesse momento ganhou o personagem.


Ele fala que o Cazuza entrou na sua vida pelo LP Burguesia, que ouvia em sua casa, e na época não entendia bem o que significava ter Aids (Daniel tinha uns treze, catorze anos); diz que ouvia as bandas Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Titãs, nesse período. Diz que conheceu Cazuza de trás para frente, a partir do último disco até o início da carreira.


Daniel comenta a parte mais difícil do filme sobre o Cazuza; diz que teve três semanas para emagrecer; e fala do retorno às gravações após esse tempo, que seria o início da abordagem da doença. Fala da emoção de cantar “O tempo não pára” com a Lucinha Araújo (mãe de Cazuza), a Marieta Severo, que interpretava a mãe de Cazuza no filme, e outras pessoas ali presentes. Ele fala da emoção que sente toda vez que encontra a Lucinha Araújo. Cita a atualidade da letra “Brasil” de Cazuza.


Ele fala do filme “Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor, que trata das redes sociais, do linchamento virtual vivido pelo seu personagem no filme; comenta as fake news; Daniel fala que o cinema tem como propósito a discussão social, é o fogo na caverna, e elogia o filme Bacurau; comenta o filme de terror “Morto não fala”, do diretor Dennison Ramalho.


Elogia os atores Robson Nunes e Babu Santana no filme “Tim Maia”, quando perguntado sobre os seus musicais favoritos; também elogia o artista Tim Maia, que elevou a música brasileira a um estágio internacional, segundo ele.


Comenta que já representou vários personagens da vida real como Hiroito de Moraes Joanides (o rei da boca do lixo), Santos Dumont, William Lima da Silva (um dos fundadores do Comando Vermelho), Frei Betto, Cazuza e Stuart Angel Jones (filho de Zuzu Angel). Diz que ter feito Cazuza basta, porque é um marco nas biografias cinematográficas, e que, por isso, talvez recusasse interpretar um outro nome da música.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
musical; cinema; cinema brasileiro; rede social
Descritores Onomásticos:
Daniel de Oliveira; Cazuza; Tim Maia; Lucinha Araújo (Cazuza); Marieta Severo; Walter Lima Júnior; Lobão; Ney Matogrosso; Frejat; Dennison Ramalho; Barão Vermelho; Paralamas do Sucesso; Legião Urbana; Titãs (banda); Jair Bolsonaro; Robson Nunes; Babu Santana; Hiroito de Moraes Joanides; Santos Dumont; Frei Betto