Musicais no Cinema - entrevista com Elza Soares


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--Título:
Musicais no Cinema - entrevista com Elza Soares
Número do Item: Número de Registro:
00859MUA00006VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00859MUA - Musicais no Cinema
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Elza SoaresEntrevistado(a)
Duda LeiteEntrevistador(a)
Duda LeitePesquisa
Duda LeiteCuradoria
André PacanoCinegrafista
André PacanoEdição
Jennyfer YoshidaEdição
Daniele DantasÁudio
Renata LetíciaProdução
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
14/10/2019 12/2019
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 16min 37s

Sinopse/Descrição:

Entrevista com Elza Soares, nascida no Rio de Janeiro em 23 de junho de 1937 (na Enciclopédia do Itaú Cultural ela nasceu em 1937; no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, em 1930)

Entrevistador: Duda Leite, curador da exposição sobre Musicais no Cinema.


Ela fala brevemente de sua estreia no cinema com o filme “Briga, Mulher e Samba”, ao lado de Monsueto Campos de Menezes; comenta os filmes que fez com Mazzaropi, como “O Vendedor de Linguiça”, “O Puritano da Rua Augusta” e “Um Caipira em Bariloche”; elogia o ser humano Mazzaropi e que ia à sua fazenda aos finais de semana com Garrincha; diz como era trabalhar com o Mazzaropi, que era prazeroso e tudo era gravado na sua fazenda. Fala do vestido que usou em “O Puritano da Rua Augusta”, da música “O neguinho e a madame” que cantou nesse filme. Elogia Mazzaropi e diz que ele dava espaço para os artistas e que lançou muita gente no cinema.


Elza comenta o filme “Cinema falado”, de Caetano Veloso, e do seu apreço por ele; fala da música “Língua”, de Caetano, que a salvou (ela ia ter de arrumar um emprego em outra área, numa creche, para pagar as contas e cantar essa música de Caetano possibilitou-lhe continuar na carreira artística); fala de sua fase punk na casa noturna Madame Satã, com o show “A vingança será malígrina”, ao lado dos Titãs, e do seu cabelo branco nessa época.


Ela faz uma dedicatória a Chico Buarque de Hollanda, dizendo que votaria nele para presidente; comenta do apoio que Chico deu ao Garrincha, quando o jogador morou na Itália. Fala que cantou a música “O meu guri”, de Chico.


Ela comenta que assistia as chanchadas, segundo ela era o que se tinha para ver; fala da música “A mulher do fim do mundo”, e dos álbuns “Deus é mulher” e “Planeta Fome”; ela diz que tem fome de respeito, de educação, de cultura e de saúde; diz que as pessoas precisam deixar o celular de lado e se falarem mais; fala que usa o celular porque precisa, mas não é refém dessa tecnologia.


Fala do clipe que está no álbum “Planeta Fome”, inspirado no filme “Mad Max”; comenta que faltam respeito, amor, religião no Brasil, mas uma religião que, segundo ela, não seja forçada. Ela diz respeitar todas as religiões.


Comenta o seu encontro com Ella Fitzgerald na Itália; ela participou de um jantar com Jorge Ben, Trio Mocotó, Mané Garrincha, Ella, sua secretária, e ficou decidido que Elza a substituiria em um show em que Ella cantava músicas de Tom Jobim (Ella teve um problema de saúde e não poderia fazer o trabalho, tinha de operar da catarata, e o show se chamava Ella canta Jobim). Naná Vasconcelos foi quem indicou Elza para Ella.


Elogia músicos que participaram do álbum “Planeta Fome” como Rafael Mike, Pedro Loureiro, Netão, todos de São Paulo. Ela finaliza dizendo que sua banda é paulistana.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
chanchada; musical; religião; política; punk; cinema
Descritores Onomásticos:
Mazzaropi; Monsueto Menezes; Elza Soares; Caetano Veloso; Chico Buarque; Garrincha; Ella Fitzgerald; Jorge Ben Jor; Tom Jobim; Naná Vasconcelos