Musicais no Cinema - entrevista com Herbert Richers Júnior


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--Título:
Musicais no Cinema - entrevista com Herbert Richers Júnior
Número do Item: Número de Registro:
00859MUA00003VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00859MUA - Musicais no Cinema
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Herbert Richers JrEntrevistado(a)
Duda LeiteEntrevistador(a)
Duda LeitePesquisa
Duda LeiteCuradoria
Renata LetíciaProdução
André PacanoCinegrafista
Daniele DantasÁudio
André PacanoEdição
Jennyfer YoshidaEdição
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
10/09/2019 10/2019
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 50min 36s

Sinopse/Descrição:

Entrevista com Herbert Richers Jr, ator, produtor e diretor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, em 1955.


Entrevistador: Duda Leite, curador da exposição sobre musicais no cinema.


Herbert começa falando de sua relação com o cinema, que primeiro viu o filme sendo feito e, depois, passou a assisti-lo; comenta a carreira do seu pai, Herbert Richers, na Atlântida, da amizade do seu pai com Grande Otelo; diz que seu pai salvou a vida de Otelo, precisamente de uma intoxicação por gás, em uma gravação. Ele diz que seu pai criou o Jornal da Tela, concorrente do Jornal da Atlântida, e, a partir desse momento, começou a pensar em longa-metragem.


Fala que seu pai fazia o cinema comercial, as famosas chanchadas, que tinham público, ressalta que eram mais sátiras, que seu pai contratou o Chico Anysio nessa época. Comenta as rixas do Glauber Rocha, representante do Cinema Novo, em relação às chanchadas. Herbert destaca o filme "O Assalto ao Trem Pagador", produzido pelo seu pai.


Herbert diz que seu pai gostava de duplas, como a de Ankito e Grande Otelo; ele comenta que Otelo e Bibi Ferreira foram os maiores artistas que ele viu em cena; e diz que gostaria de ser o Otelo quando crescesse. Herbert diz que seu pai fazia contrato com cada artista de sua produção e cita nomes como Cauby Peixoto, Angela Maria, Emilinha Borba, Virgínia Lane e Adelaide Chiozzo, que passaram pela Herbert Richers Produções. Ele comenta que nomes da Bossa Nova como Sylvia Telles participaram da abertura das chanchadas, a exemplo de Sylvia no filme “Marido de Mulher Boa”.


Ele fala dos filmes de Roberto Farias na Herbert Richers, como "Um Candango na Belacap" (1960), considerado moderno por ele; Herbert fala sobre o rótulo de racista dessa produção, especialmente nos diálogos entre Grande Otelo e Vera Regina, e defende que existia um racismo normatizado, não só nessas produções, como, também, em “Os Trapalhões".


Comenta que seu pai não ligava para a crítica, só se influenciasse a bilheteria. Segundo ele, a crítica atrapalhou os filmes mais sérios produzidos pelo seu pai. Ele fala do trabalho desenvolvido por seu pai em parceria com o Nelson Rodrigues, que resultou, segundo ele, em bons filmes com boa bilheteria. E diz que o ano de 1964 foi bem difícil para o seu pai, por causa da censura.


Ele ressalta que “Meu Pé de Laranja Lima” (1970) foi a maior bilheteria da Herbert Richers. Comenta que o diretor desse filme, Aurélio Teixeira, foi dos mais subestimados na cinematografia, não recebeu o mérito que merecia. Fala do filme “As Confissões de Frei Abóbora” (1971), de Braz Chediak, censurado. Diz que nessa época os filmes começam a perder terreno para a dublagem.


Comenta o encontro do seu pai com Walt Disney, considerado o maior cliente de dublagem do mundo, segundo ele, e essa parceria começa com a série de TV chamada “Zorro”. Fala do último filme produzido pela Herbert Richers Produções chamado “Ana, a Libertina”, de 1973.


Ele diz que depois desse filme, seu pai aluga as instalações da Herbert Richers Produções para a TV Globo gravar suas novelas. Fala do filme “Savage Harvest” (1981), produzido por ele, Herbert Richers Jr.


Diz que a repercussão positiva do seu trabalho em “Savage Harvest” lhe abriu as portas da TV Globo; comenta que foi fazer estágio na área de criação, com Paulo Afonso Grisolli, a convite de Boni (José Bonifácio Sobrinho); depois ele diz que trabalhou como assistente de direção do núcleo de séries. Ele comenta que trabalhou com Dennis Carvalho e Domingos Oliveira, com o último na série de TV “Amizade Colorida”. Fala que Domingos o levou para trabalhar no Fantástico, em um quadro intitulado de crônica da semana; comenta dos clipes que produziu para essa revista eletrônica, considerada, em sua opinião, o grande laboratório da TV Globo.


Ele lembra que o primeiro diretor de fotografia da TV Globo entrou para fazer um trabalho dele, seu nome era Jean Benoit Crepón e gravou o clipe “aranha cor-de-rosa”, com Naila Skorpio; fala que sempre gostou de musicais e cita os seus favoritos, nacionais e internacionais, e diz que adora os musicais de Bollywood.


Aborda a relação do cinema novo com as chanchadas; fala que Glauber Rocha era contra os filmes comerciais, que não davam espaço para os filmes de autor. E fala que a indústria de entretenimento americana é a principal indústria dos Estados Unidos. E finaliza comentando a primeira abertura do Fantástico, inspirada, segundo ele, em “Pippin”, dirigido por Flávio Rangel.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
cinema brasileiro; chanchada; cinema novo; musical; bossa nova; cinema indiano; programa de televisão; cinema
Descritores Onomásticos:
Herbert Richers; Herbert Richers Jr; Grande Otelo; Atlântida Cinematográfica; Glauber Rocha; Ankito; Bibi Ferreira; Cauby Peixoto; Ângela Maria ; Emilinha Borba; Virginia Lane; Adelaide Chiozzo; Sylvia Telles; Roberto Farias; Vera Regina; Os Trapalhões; Nelson Rodrigues; Aurelio Teixeira; Braz Chediak; Walt Disney; TV Globo; Paulo Afonso Grisolli; Boni; Dennis Carvalho; Fantástico; Jean Benoit Crépon; Flavio Rangel