Musicais no Cinema - entrevista com Hernani Heffner


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--Título:
Musicais no Cinema - entrevista com Hernani Heffner
Número do Item: Número de Registro:
00859MUA00009VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00859MUA - Musicais no Cinema
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Hernani HeffnerEntrevistado(a)
Duda LeiteEntrevistador(a)
Duda LeitePesquisa
Duda LeiteCuradoria
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
Lucas MelloÁudio
Daniele DantasÁudio
Local de Produção:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
2019 26/03/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 55min 8s

Sinopse/Descrição:

(00:00) – Entrevistador agradece por dar esse depoimento, logo em seguida pergunta qual foi o primeiro contato do entrevistado com cinema, o primeiro filme que ele assistiu e quando começou a paixão dele pelo cinema. O entrevistado relata sobre sua infância nos anos 60 e 70, o contato primeiro com a televisão, começando a ir ao cinema regularmente próximo aos 12 anos chegando até o final dos anos 70 quando faz vestibular para o curso de cinema.


(02:00) – Entrevistador aproveita a citação do filme “Tommy” e questiona outros filmes musicais que o entrevistado assistia antes de entrar na Universidade. O entrevistado comenta sobre seu gosto pelo rock e as Operas Rock que passavam na época. Entrevistador pergunta se o entrevistado possui algum musical favorito, sendo que ele responde que possui dois musicais: “Alegria de viver” e “Cantando na chuva”.


(03:58) – O entrevistador questiona sobre os primeiros musicais brasileiros que ele assistiu, se interessou e como ele começou a sua pesquisa. O entrevistado comenta a dificuldade de classificar musicais, cita os filmes cantantes no Brasil no começo do século XX, cita o filme “Paz e amor” e esse tipo de filme se encerra por volta de 1912. Comenta sobre filmes sonoros que vieram posteriormente, cita o filme “Acabaram os ótarios” de Luiz de Barros. Cita o trabalho de Alberto Byington, cita a influência do Teatro revista, cita a satira feita por Procópio Ferreira ao filme “Singing in the rain”.Cita rapidamente a influência americana e a formação de filme cinecarnavalescos na Cinédia e depois as chanchadas.


(09:06) - Entrevistador questiona sobre a sátira dentro do “Coisa é nossas” do Procópio Ferreira, o entrevistado comenta que o filme se perdeu porem ainda é possível encontrar o áudio dessa gravação. O entrevistador comenta sobre a exposição Musicais no cinema e a área do filme “Singing in the rain”. O ntrevistado comenta outra sátira no filme “A$suntinas das Amérikas” de Rosemberg feito por Nelson Xavier no Largo da Carioca.


(10:40) – O entrevistador pergunta sobre a Cinédia, o que o entrevistado descobriu sobre sua pesquisa sobre ela e a importância dessa companhia. O entrevistado situa o começo dos anos 30, com o sucesso do “Coisas nossas”, a difusão do rádio e mesmo o primeiro filme da Carmen Miranda. Descreve a ideia inicial do Adhemar Gonzaga e o começo da Cinédia, a formula criada que dura até os anos 1940, quando há uma mudança feita por Calos Manga. Comenta sobre a construção da ideia de música brasileira e a história da própria companhia Cinédia e seus principais sucessos.


(21:03) – O Entrevistador comenta sobre a Atlantida e a diferença com a Cinédia, sendo que a primeira se foca no tom carnavalesco e não em outros caminhos, como no caso do filme “Ebrio” da Cinédia. O entrevistador relata que o inicio da Atlântida não tinha essa proposta puramente carnavalesca, comenta sobre o começo da Atlântida, sua proposta e a mudança de rumo em 1945. Comenta que esse caminho que se perde na Atlântida será retomado na década de 1950 com filmes dispares como “Rio 40 graus”, chanchadas independentes como “Quem roubou meu samba” de José Carlos Burle. Conclui retomando a Atlântida, comentando sobre a sua complexidade.


(25:08) – O Entrevistador comenta sobre o filme “Moleque Tião”, que seria uma cinebiografia do Grande Otelo, pergunta se seria a primeira cinebiografia brasileira. O entrevistado comenta sobre os problemas para descrever como uma cinebiografia e como esse filme foi concebido. Cita que o que pode ser chamado de primeiras biografias musicais seriam “Rei do samba” e “Samba na vila”, ambos de Luiz de Barros. Entrevistado comenta sobre isso evolui até os dias de hoje.


(29:02) – O entrevistador questiona sobre o Cinema Novo e como foi repensado os musicais no cinema, ele cita o filme “Quando o carnaval chegar” do Cacá Diegues, “Garota de Ipanema”, “Deus e o Diabo na terra do Sol” de Glauber Rocha. O entrevistado comenta sobre a obra de Nelsom Pereira e a evolução até chegar aos três filmes citados, o entrevistado comenta sobre cada um dos três filmes e cria uma evolução até o fim do cinema novo quando há uma mudança, devido um esgotamento.


(37:00) - O entrevistado questiona o entrevistador “Qual a polemica que você quer explorar?”, o entrevistador comenta sobre o filme “Orfeu Negro” e questiona ao entrevistado por que de todos essa polemica com o filme. O entrevistado comenta que só viu o filme uma vez, mas descreve toda a polemica envolvendo o filme e sua relação com o cenário do Cinema Novo na época, alguns benefícios e problemáticas.


(43:48) – O entrevistador questiona o que o entrevistado acha que está sendo produzido de interessante no cinema musical hoje em dia. O entrevistado inicia questionando sobre o tipo de musical, comenta sobre algumas tradições brasileiras e excussões referente a musicais que perduram até hoje, o entrevistador cita sobre a exposição Musicais do MIS a utilização dos filmes “Sinfonia da Necrópole” e “Paraíso perdido”.


(49:33) – Cita filmes a parte do Roberto Farias com Roberto Carlos, que surgir do cinema pop a parte do Cinema Novo e pede para o entrevistador comentar. O entrevistado comenta sobre três filmes dessa parceria, Roberto Farias e Roberto Carlos, e suas influência como os filmes dos Beatles e aquela modernidade.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
cinema brasileiro; cultura brasileira; cinema; filme musical; chanchada; samba; boca do lixo; cinema novo
Descritores Geograficos:
Largo da Carioca - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; São Paulo - São Paulo - Brasil; Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
Descritores Onomásticos:
Ken Russel; Luiz de Barros; Alberto Byington Jr.; Procópio Ferreira; Cinematográfica Cinédia; Luiz Rosemberg Filho; Nelson Xavier; Adhemar Gonzaga; Carmen Miranda; Carlos Manga; Atlântida Cinematográfica; Eliana Macedo; José Carlos Burle; Grande Otelo; Cacá Diegues; Glauber Rocha; Nelson Pereira dos Santos; Marcel Camus; Roberto Farias; Roberto Carlos; The Beatles