Musicais no Cinema - entrevista com Léa Garcia


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--Título:
Musicais no Cinema - entrevista com Léa Garcia
Número do Item: Número de Registro:
00859MUA00001VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00859MUA - Musicais no Cinema
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Léa GarciaEntrevistado(a)
Duda LeiteCuradoria
Duda LeitePesquisa
Duda LeiteEntrevistador(a)
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
Lucas MelloÁudio
Daniele DantasÁudio
André PacanoEdição
Jennyfer YoshidaEdição
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
31/07/2019 27/08/2019
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 48min 55s

Sinopse/Descrição:

Entrevista com Léa Garcia, atriz, 86 anos, nascida no Rio de Janeiro em 11 de março de 1933.

Entrevistador: Duda Leite, curador da exposição sobre musicais no cinema.


Léa começa a entrevista falando de sua participação no Teatro Experimental do Negro (TEN), com Abdias do Nascimento, fato que marca o início de sua carreira; ela comenta que gostaria de ser escritora e não atriz; e fala do seu primeiro trabalho no teatro, com Abdias do Nascimento, chamado Rapsódia Negra; ela afirma que Abdias é o ícone da questão do negro dentro da sociedade brasileira; diz que Abdias a convenceu a ser atriz e a conscientizou sobre o significado de ser negro na sociedade.


Ela fala de sua infância pobre com uma educação burguesa; comenta sobre Ruth de Souza, que começou a carreira antes dela, e que a conheceu nas aulas de inglês que cursava com uma negra americana; e que quando ela entrou no teatro experimental a Ruth já tinha saído, isso aconteceu nos anos 1950/1951.Ela comenta que Ruth de Souza havia comentado sobre ela para Abdias do Nascimento, quando se conhecerem na aula de inglês, e que, por essa razão, contribuiu para que ela se tornasse uma atriz.


Léa fala da montagem de Orfeu da Conceição, de autoria de Vinicius de Moraes, no teatro municipal do Rio de Janeiro; fala que se apaixonou pela personagem Mira; comenta a sua relação com Vinicius de Moraes; a música feita pelo Tom Jobim; da experiência incrível que foi atuar ali.


Ela fala de sua participação em Orfeu Negro, dirigido pelo francês Marcel Camus, em que interpretou a personagem Serafina; diz como foi a seleção de atores e como se destacou para chamar a atenção do diretor. Fala de sua amizade com a atriz Lourdes de Oliveira, que fez a personagem Mira, e da sua relação com a atriz americana Marpessa Dawn, que interpretou Eurídice.


Léa fala da repercussão do filme Orfeu Negro entre os cineastas, ela acredita que houve uma reação negativa de repúdio pelo fato de ser uma produção ítalo-franco-brasileira ou, ainda, por terem reconhecido que é possível fazer um filme com um elenco negro, algo impensado antes. Segundo ela esse filme é mais reconhecido fora do Brasil do que no Brasil propriamente dito. Léa comenta o prêmio Palma de Ouro recebido pelo filme no festival de Cannes, e que ela ficou em segundo lugar. E fala da sua emoção na estreia do filme. Ela diz que foi a Paris posteriormente, onde se encontrou com a atriz alemã Simone Signoret, e que não imaginava que seria tão bem recebida pela população francesa. Ela fala do oscar de melhor filme estrangeiro recebido pelo filme Orfeu Negro. E da participação de Vinicius de Moraes e Tom Jobim durante as filmagens, e que Tom era mais presente. E, também, da participação do cantor Agostinho dos Santos, amigo do ator Breno Mello.


A atriz fala do filme Orfeu, de Cacá Diegues, e do seu pouco envolvimento com esse trabalho. Ela comenta sobre a história do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cuja mãe foi fascinada pelo filme Orfeu Negro, de Camus, e que por causa desse filme ela se mudou para o Havaí. A mãe de Obama até o levou ao cinema para assistir a esse filme, mas ele não ficou tão entusiasmado quanto a sua mãe.


Léa comenta a sua participação no único filme dirigido por Antunes Filho, em 1969, chamado Compasso de espera; e de sua participação no filme As filhas do vento, de Joel Zito Araújo, em 2004. Léa fala de trabalhos ao lado da atriz Ruth de Souza, inclusive telenovelas como a chamada O homem que deve morrer, e do seu encontro com a atriz Rosita Thomaz Lopes, que frequentava a casa onde trabalhava a sua avó.


Léa fala da novela Escrava Isaura, da sua personagem Rosa, que virou seu cartão de visita, e que é o seu trabalho em TV mais comentado. Ela destaca que sofreu bullying por causa desse personagem, e que levou até uma peixada quando estava em uma feira no Rio de Janeiro, e um beliscão de outra pessoa.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
teatro brasileiro; negro; negro brasileiro; cinema; cinema brasileiro; musical
Descritores Onomásticos:
Abdias do Nascimento; Ruth de Souza; Vinícius de Moraes; Tom Jobim; Marcel Camus; Simone Signoret; Agostinho dos Santos; Cacá Diegues; Antunes Filho; Joel Zito Araújo; Rosita Thomaz Lopes; Teatro Experimental do Negro; Léa Garcia