Musicais no Cinema - entrevista com Miguel Faria Junior


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--Título:
Musicais no Cinema - entrevista com Miguel Faria Junior
Número do Item: Número de Registro:
00859MUA00011VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00859MUA - Musicais no Cinema
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Miguel Faria JúniorEntrevistado(a)
Duda LeiteCuradoria
Duda LeiteEntrevistador(a)
André PacanoCinegrafista
Daniele DantasCinegrafista
Local de Produção:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
03/10/2019 24/03/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 48min 0s

Sinopse/Descrição:

Duda Leite pergunta ao cineasta Miguel Faria Junior como o cinema começa a entrar em sua vida; o cineasta diz que faz parte de uma geração dos anos 1960, em que já existia o cinema novo; diz que havia um projetor 16mm na casa do avô; conta que aos 16 anos, assistiu "Vidas Secas"; conta ainda que foi buscar contato com Nelson Pereira dos Santos, e assim foram seus primeiros contatos profissionais no cinema; em 1967, fez seu primeiro curta-metragem sobre teatro.

Destaca que não fez o documentário sobre Lamartine Babo; explica que é uma confusão recorrente, chegou a escrever um projeto, mas não filmou; Duda pergunta sobre as chanchadas da Atlântida; diz que gostava especialmente pelos musicais; destaca o musical de Francisco Alves; diz que a música tem uma função no filme, como comentário crítico, um diálogo com personagens.

Fala sobre o elenco do longa-metragem Pecado Mortal; diz que admira Jose Lewgoy, e cita outros trabalhos com o ator; comenta que o filme "República dos Assassinos", baseado na história de Agnaldo Silva, tem um caráter político muito atual, de violência policial e corrupção; destaca duas músicas da trilha sonora feita exclusivamente por Chico Buarque "Sobre medida" e "Não sonho mais"; comenta a atuação de Anselmo Vasconcelos e Sandra Bréa; destaca a forte atuação musical da atriz, que era vedete.

Fala sobre a adaptação de "Pobre menina rica", de Vinicius de Moraes, em 1984; diz que a parceria com Chico Buarque partiu da vontade de fazer um musical; fala sobre a escolha do elenco, mais inexperiente; destaca atuação de Zezé Mota e Elba Ramalho; fala sobre a dublagem de Olivia Byington, para a personagem de Patrícia Pillar.

Lembra que também usou a dublagem no filme "Estelinha"; diz que se inspirou em várias cantoras, como Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Marlene; ressalta que este filme não é um musical, e sim um filme realista da vida de uma cantora; explica o conceito de filme musical, uma estética específica, com temas fantasiosos e diálogos cantados.

Fala sobre outro musical adaptado de Vinicius de Mores, chamado "Para viver um grande amor"; o filme conta com composição de Tom Jobim e Chico Buarque.

Duda pergunta sobre "Orfeu Negro"; destaca o risco da originalidade; cita prêmios conquistados como Oscar e Cannes; conta sobre a exibição para Juscelino Kubtischeck, no Palácio da Alvorada; diz que Vinicius de Moraes não gostou; fala que o filme constrói uma imagem sobre o país que não agrada; comenta sobre a versão de Cacá Diegues, primeira vez que atores negros encenam no Theatro Municipal

Fala a respeito do documentário sobre Vinicius de Moraes; conta que a ideia inicial da família era realizar uma ficção, mas que durante o processo, descobriu uma dificuldade por ficcionar uma experiência pessoal tão concreta; fez uma proposta de documentário,

Compara com o documentário sobre Chico Buarque; destaca as diferenças do processo criativo dos dois documentários; fala sobre a multiplicidade da biografia de Vinicius; destaca a diferença entre fazer um filme de uma pessoa já falecida e de uma pessoa viva.

Fala sobre a personalidade de Chico Buarque.

Fala sobre o momento politico brasileiro.

Comenta sobre seu interesse pessoal em filmes musicais; destaca o filme "West Side Story", que apresenta um tema incomum como musical.

Comenta sobre Carmem Miranda; fala sobre o documentário de Helena Solberg; diz que admira e gosta da Carmem Miranda; tentou escrever um roteiro, mas teve problemas com direitos autorais; um filme sobre a relação com Assis Valente; comenta sobre as duas tentativas de suicídio de Assis Valente.

Retoma um pouco sobre o preparo de Elba Ramalho, que não era atriz; comenta sobre a questão racial com Zezé Mota no papel de empregada doméstica, e afirma que seu filme tem uma consciência politica; encerra e agradece a entrevista.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
cinema novo; chanchada brasileira; musical; trilha sonora; ator; atriz; documentário
Descritores Geograficos:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; Teatro Municipal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
Descritores Onomásticos:
Nelson Pereira dos Santos; Atlântida Cinematográfica; Lamartine Babo; Francisco Alves; José Lewgoy; Sandra Brea; Fernanda Montenegro; Anselmo Vasconcelos; Chico Buarque; Djavan; Patrícia Pillar; Olívia Byington; Zezé Motta; Elba Ramalho; Dalva; Ângela Maria ; Marlene; Tom Jobim; Cacá Diegues; Juscelino Kubitschek; Paulo Mendes Campos