[Notas Contemporâneas - Alaíde Costa - estúdio] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Alaíde Costa - estúdio] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00365VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Alaíde CostaEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Rosana CaramaschiPesquisa
Rosana CaramaschiCuradoria
Isabela OlmosProdução
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
João RabelloCinegrafista
Danielle DantasCaptação de som
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
15/04/2019 13/05/2019
Suporte/Formato:
Blu-Ray
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 109min 24s

Sinopse/Descrição:

A compositora e cantora Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide, conhecida como Alaíde Costa, nasceu no Rio de Janeiro, no subúrbio carioca do Méier, em 08/12/1935; ela fala de sua infância no bairro de Água Santa e do contato com o circo; comenta de sua família; e da primeira música que a marcou chamada “Noturno em tempo de samba”, na voz de Sílvio Caldas, na rádio Clube do Brasil.


Ela fala das músicas que ouvia na juventude, diferentes do gosto dos seus pais; ela diz que gostava de escutar uma música chamada “Confesso”, com Linda Batista, e, também, de ouvir Neusa Maria; comenta sobre Dalva de Oliveira, que ouvia com seus 14, 15 anos; diz que seu irmão mais novo a incentivava a cantar, que a inscrevia em programas de calouros; fala de sua participação em vários programas de calouros de rádios como Papel Carbono, A Hora do Pato (com Jorge Curi), Pescando Estrelas (com Arnaldo Amaral), e dos prêmios que ganhou; comenta sobre o programa de Ary Barroso, em que recebeu a nota máxima e, a partir desse momento, cantou mais em programas de rádio.


Fala do seu primeiro disco em 78rpm no ano de 1956, pela gravadora Mocambo, com a música “Tens que pagar”, de sua autoria em parceria com Airton Amorim; e de outro disco que gravou em 1957 pela Odeon com o bolero “Tarde demais”; comenta o seu trabalho como crooner no Dancing Avenida, onde foi descoberta por um técnico de som da Odeon, que a levou para gravar o segundo disco por essa gravadora; desse momento em diante ela diz que foi convidada como profissional nas emissoras de rádio.


Comenta do seu interesse pelo piano e da gravação da música “Conselhos”; diz que quando gravou essa música o João Gilberto estava no estúdio; fala de uma reunião que participou com o pianista Bené Nunes, a convite de João Gilberto, que nem apareceu nesse dia; nessa reunião diz que conheceu Oscar Castro Neves, Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, Chico Fim de Noite e Nara Leão. Fala da sua relação com a Bossa Nova; do disco que lançou pela RCA Records, com músicas da Bossa Nova, chamado “Alaíde canta suavemente” e que não conseguiu que João Gilberto a acompanhasse por uma imposição da gravadora; aborda o preconceito contra esse movimento de música popular e as propostas comerciais que recebeu.


Comenta a sua mudança para São Paulo em 1961 e das dificuldades enfrentadas; de sua amizade com a cantora Claudette Soares; sobre quando conheceu Paulinho Nogueira e Ana Lúcia, representantes da Bossa Nova; de sua participação no show Fino da Bossa, com a canção “Onde está você” no teatro Paramount; de sua parceria com Oscar Castro Neves.


Aborda o seu trabalho como crooner no bar Baiúca, no Cambridge Bar, em São Paulo; fala do recital que fez no Teatro Municipal de São Paulo chamado “Alaíde & Alaúde”, dirigida pelo Diogo Pacheco; comenta o seu problema de audição (de 1966 a 1972) que não a impediu de trabalhar; fala sobre a Jovem Guarda e a Tropicália, e diz que seu trabalho é diferente desses movimentos.


Fala do seu disco “Joia moderna”, feito pela RCA Records, o primeiro de Bossa Nova, com Baden Powell, Oscar Castro Neves, entre outros; comenta a parceria com Milton Nascimento no disco Clube da Esquina (1972); de quando cantava no João Sebastião Bar, onde Milton a viu cantar.


Comenta as viagens para o exterior (Alemanha, Dinamarca, Inglaterra) que fez com Johnny Alf e de quando o conheceu na rádio Clube do Brasil; fala de como surgiu o seu lado compositora, exemplificado pela música “Tens que pagar”; e de como o piano apareceu na sua vida, das aulas com Moacir Santos, e de quando estudava esse instrumento na casa de Vinicius de Moraes, que a presenteou com um piano.


Diz que frequentava a casa de Vinicius de Moraes e fez duas composições com ele chamadas “Amigo amado” e “Tudo que é meu”. Fala como administra a sua obra e que se pudesse voltar no tempo talvez não teria gravado a música “Jura de pombo” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli); cita nomes importantes para a música brasileira como Ary Barroso, Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues, Cartola, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, José Miguel Wisnik, Milton Nascimento entre outros.


Diz que poderia ter sido professora em vez de cantora; das dificuldades financeiras que até hoje enfrenta para se manter; e do que gosta de ouvir, cita Tom Jobim, Johnny Alf, Astor Piazzolla e Chet Baker.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
bossa nova; jovem guarda; tropicalismo; piano; gravadora
Descritores Geograficos:
São Paulo - São Paulo - Brasil; Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; Alemanha - Europa; Inglaterra - Reino Unido - Europa; Dinamarca; Juão Sebastião Bar - São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Chet Baker; Astor Piazzolla; Dorival Caymmi; Silvio Caldas; Linda Batista; Neusa Maria; Dalva de Oliveira; Ary Barroso; João Gilberto; Bené Nunes; Carlos Lyra; Ronaldo Bôscoli; Roberto Menescal; Nara Leão; Claudette Soares; Paulinho Nogueira; Ana Lúcia; Baden Powell; Milton Nascimento; Johnny Alf; Moacir Santos; Vinícius de Moraes; Lupicínio Rodrigues; Cartola; Nelson Cavaquinho; Elton Medeiros; Paulinho da Viola; José Miguel Wisnik; Tom Jobim; Oscar Castro Neves; Chico Fim de Noite