[Notas Contemporâneas - Dinho Ouro Preto - auditório] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Dinho Ouro Preto - auditório] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00371VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Cacá MachadoEntrevistador(a)
Dinho Ouro PretoEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiCuradoria
Yan MontenegroArranjo
Isabela OlmosProdução
Yan MontenegroPianista
Lais YasminVoz
RaaeVoz
Celo PalmaVoz
Lineu Andrade de AlmeidaMúsico
Rafael BaptistaGuitarrista
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
Diego ValverdeEquipe técnica
Bruno Café SforcimEquipe técnica
Mauro VelhoEquipe técnica
Lucas MelloEquipe técnica
Wilson GuedesEquipe técnica
Daniele DantasEquipe técnica
Romilton RibeiroIluminação
Cinthia BuenoFotografia
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
15/07/2019 04/11/2019
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Duração
0h 117min 2s

Sinopse/Descrição:

A funcionária do museu, Ana Paula Nunes, faz a apresentação da instituição, do projeto Notas Contemporâneas, da Banda MIS e do convidado desta edição, Dinho Ouro Preto, vocalista da banda Capital Inicial.


O entrevistador Cacá Machado conversa com Dinho Ouro Preto, cujo nome de batismo é Fernando Ouro Preto, nascido em Curitiba/PR, no dia 27 de abril de 1964.


Dinho começa falando da entrevista de três horas e meia que deu para o Notas antes de chegar ao auditório; que essa conversa poderá ser acessada pela internet por qualquer pessoa; Cacá comenta que ele é filho de diplomata, que morou em vários países; Dinho diz que saiu do Brasil com dois anos de idade, quando o seu pai foi transferido para Washington, e, posteriormente, para Viena (Áustria), e que retornou ao país sete anos depois; diz que foi alfabetizado em inglês e estudou em uma escola pública nos Estados Unidos; e que para ajudar o irmão, que tinha dificuldade com o idioma, os seus pais começaram a falar inglês em casa, e, com isso, o português vai desaparecendo do dia a dia.


Dinho diz que seu pai pegou tifo na Áustria e voltou com essa doença ao Brasil; e que foram assaltados em Viena; e que nunca foi assaltado no Brasil; na volta ao Brasil ele comenta que vai morar com os seus avós em Curitiba por um tempo, até a melhora do seu pai. Ele diz que quando o seu pai melhorou, eles foram para Brasília.


Ele diz que, ao chegar a Brasília, conhece Herbert Vianna, Bi Ribeiro (ambos do grupo Paralamas do Sucesso), Dado Villa-Lobos (da Legião Urbana), e que começa a ouvir rock nesse momento; ele diz que o pai do Bi era diplomata e do Herbert, da aeronáutica. Dinho cita suas referências musicais: Jimi Hendrix, Led Zeppelin; ele diz que o primeiro disco que comprou foi do Jimi Hendrix, mas que o Led Zeppelin era a banda que mexia com a sua cabeça, e que isso acontece até hoje; ele brinca que quando vê o Led Zeppelin é como se uma luz caísse sobre a sua cabeça; ele comenta quando entrevistou o Robert Plant para a MTV e da saia justa que passou porque não poderia falar sobre o Led Zeppelin com ele. E ele diz que tinha se preparado para a entrevista ouvindo todos os discos da banda.


Dinho diz que tem uma relação emocional com os seus ídolos do rock; comenta onde estava quando ouviu a música do Queen pela primeira vez; ele se referia à canção The March of the Black Queen; ele fala do encontro de Brian May, Roger Taylor (do Queen) e Paul Rodgers (das bandas Free, Bad Company) com alguns músicos no Rio; diz que estava ele, Herbert entre outros, e da emoção que sentiu ao lado de Brian May.


Dinho comenta a sua relação com Dado Villa-Lobos, diz que suas famílias eram muito próximas, seus pais eram diplomatas; e que seu pai se casa com a mãe do Dado depois de alguns anos e ficam casados por trinta anos; Dinho ressalta que o Dado é o seu melhor amigo e com o casamento dos seus pais ficaram ainda mais próximos.


Ele diz que descobriu a musicalidade através de sua mãe, ouvia os discos que ela escutava, cita Bob Dylan, Tropicália, Chico Buarque; Comenta que volta em definitivo ao Brasil com quinze anos, antes tinha morado em Genebra/Suíça. Nessa volta ele comenta que se enturma com um pessoal de Brasília que se autodenominava Turma da Colina, eram os punks de Brasília; conheceu o Aborto Elétrico, Renato Russo, Blitz 64; e diz que estranhava o punk rock.


Dinho fala de Renato Russo, segundo ele, uma enciclopédia ambulante; comenta as tardes ouvindo música na casa de Renato; fala das bandas Ramones e ACDC; diz que Renato Russo trabalhava na Cultura Inglesa e eles iam nessa escola consultar os jornais para ver quais bandas se destacavam no exterior, para, quando alguém viajasse, pudesse comprar o disco. Ele comenta que copiavam os discos em fitas cassete, ele mesmo só tinha as fitas dos Sex Pistols, The Clash, entre outros. Ele diz que também ouvia as músicas da turma em fitas cassete.


Dinho diz que na Turma da Colina você era motivado a criar; ele escrevia os fanzines; outros faziam filmes em super 8; e diz que nesse contexto surgiu Dado e o Reino Animal ( formado por ele, Dado, Loro Jones (ex-Capital Inicial) e Marcelo Bonfá, da Legião Urbana), da apresentação que fizeram na Universidade de Brasília; que a banda durou uma apresentação; ele acredita que nesse show, que reuniu outras bandas, foi a última apresentação do Aborto Elétrico; fala da apresentação de Renato Russo sem o Aborto Elétrico, ele canta Eduardo e Mônica; comenta a música Faroeste Caboclo, que o Renato fez para o Aborto, mas nunca chegaram a tocá-la; fala de quando ouviu Faroeste Caboclo pela primeira vez em 1982; de quando Renato era hostilizado nos palcos quando tocava sozinho; Dinho fala de quando estudou com Zélia Duncan no colégio Marista.


Banda MIS interpreta a música “Natasha” aos 31´52”


Dinho explica quem era Natasha, um fragmento de vários personagens da noite; ele diz que frequentava os clubbers nos anos 1990, teve uma fase de música eletrônica quando estava fora do Capital Inicial; comenta que esse período foi a fase “mais podre” de sua vida; Dinho filma com o seu celular a apresentação da banda MIS (aos 34´39”) e esboça um sorriso.


Dinho fala de sua parceria com Alvin L. nas composições desde 1989; de como começou a compor; diz que resolvia melhor a canção em detrimento do texto.


Banda MIS interpreta a música “Primeiros Erros” aos 47´45”


Dinho fala de sua amizade com Kiko Zambianchi desde que Dinho chegou a SP e que o convidou para participar do Acústico; fala que Kiko começou a compor com ele e o Alvin L. depois desse disco; comenta a sua parceria com Kiko em outros discos como o Acústico 2, em Nova Iorque, e Sonora. Diz que as pessoas se comovem ao ouvir “Primeiros Erros”, que a música tem um apelo universal.


Ele comenta o seu processo de criação das músicas, que tudo o inspira, seja uma música, uma conversa de rua, um diálogo de filme; fala do cenário do rock nacional dos anos 1980 até recentemente, que bandas como Restart e Cine ocuparam o espaço do rock; elogia alguns artistas como as bandas Selvagens à Procura de lei, Far From Alaska, Dona Cislene, Scalene, destaca o Gustavo Bertoni, vocalista da banda Scalene.


Dinho fala do seu projeto solo, que pretende levar em paralelo com a banda Capital Inicial; comenta a rotina de trabalhos com a banda, ainda exaustiva; fala do disco que está produzindo de tributo ao rock brasileiro.


Banda MIS interpreta a música “Não Olhe Pra Trás” aos 01h19´


Dinho comenta que essa letra foi feita para ele, por ser muito preocupado, por achar que as coisas vão dar errado, por sofrer por antecipação; ele diz que sempre sentiu dificuldade de entender artistas que se julgam seguros; comenta que pensou em fazer um disco autoral com o Dado Villa-Lobos, mas desistiu porque acha importante ser só ele; diz que o Dado é o seu melhor amigo desde a infância.


Ele fala da relação com os seus fãs; que se sente uma pessoa abençoada pela longa carreira e pela vida que leva; que tem liberdade para administrar a sua carreira, fala dos shows marcantes; comenta que o rock já foi mais contestador e esse papel hoje é melhor executado pelo hip hop, Emicida, Marcelo D2 e Racionais MC´s.


Banda MIS interpreta a música “Olhos Vermelhos” aos 1h36´59”


Dinho comenta que é a sua música favorita do Capital; diz que lembra um blues e tem uma cadência como a dos Beatles; comenta que é uma brincadeira com Old Blue Eyes de Frank Sinatra; ele fala o que mudou em sua vida após o acidente, diz que tem medo de altura e que perdeu um pouco do olfato; fala que gostaria de escrever um livro contando a sua história, especialmente o começo de tudo.


Banda MIS interpreta a música “O Passageiro” aos 1h51´15”


Ele filma com o celular a banda, expressa sorriso de contentamento, e registra a plateia; Dinho abraça a banda MIS, o apresentador e todos agradecem a plateia.


Gênero:
Entrevista; Apresentação Musical
Descritores:
rock and roll; rock brasileiro; punk; punk rock; música eletrônica
Descritores Geograficos:
São Paulo - São Paulo - Brasil; Brasília - Distrito Federal - Brasil
Descritores Onomásticos:
Herbert Vianna; Paralamas do Sucesso; Dado Villa-Lobos; Jimi Hendrix; Led Zeppelin; Legião Urbana; Robert Plant; Queen; Brian May; Bad Company; Bob Dylan; Tropicália; Chico Buarque; Capital Inicial; Aborto Elétrico; Renato Russo; Blitz 64; Ramones; The Clash (banda); Zélia Duncan; Kiko Zambianchi; Emicida; Marcelo D2; Racionais MC´s; Dinho Ouro Preto; Gustavo Bertoni