Notas Contemporâneas - Edgard Scandurra - auditório


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--Título:
Notas Contemporâneas - Edgard Scandurra - auditório
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00381VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Edgard ScandurraEntrevistado(a)
Patricia PalumboEntrevistador(a)
Yan MontenegroEquipe técnica
Yan MontenegroArranjo
Celo PalmaVocal
Celo PalmaViolonista
Rosana CaramaschiCuradoria
Isabela OlmosProdução
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoEdição
André PacanoCinegrafista
Jennyfer YoshidaEdição
Diego ValverdeEquipe técnica
Daniele DantasEquipe técnica
Lucas MelloEquipe técnica
Wilson GuedesEquipe técnica
Romilton RibeiroIluminação
Renato GalozziGuitarrista
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
12/02/2020 06/04/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 89min 8s

Sinopse/Descrição:

Cleber Papa, diretor cultural do museu, apresenta a banda MIS; fala do projeto Notas Contemporâneas, Pontos MIS, do MIS Experience e do Paço das Artes; apresenta a Patricia Palumbo, entrevistadora, e o convidado Edgard Scandurra.


Patricia Palumbo agradece a oportunidade de fazer parte do projeto Notas Contemporâneas (é o primeiro programa dela), diz que ela sempre admirou e gostaria de fazer parte. Ela apresenta o Edgard, fala que ele é aquariano e ele responde dizendo como é ter esse signo e agradece a oportunidade.


Ele comenta que, apesar de concordar que está a frente do seu tempo, tem uma relação muito forte com o passado; explica o que é a cultura mod (abreviação de modernista), respondendo a pergunta da plateia; fala que a banda de rock do seu irmão em 1968 era mod; das suas influências musicais nos anos 1980, cita The Who, The Jam, The Beatles. Diz que a cultura mod era tão forte para ele quanto o punk, o pós-punk, o rock progressivo, mas reconhece o seu fascínio pela estética mod.


Comenta a importância do seu irmão Marco Antônio, dez anos mais velho; diz que era o seu herói, o via tocando guitarra e violão em casa, quando tinha seis, sete anos; via os discos que os amigos dele levavam em casa como o do Jimi Hendrix, enquanto as pessoas ouviam Os Incríveis; comenta a fase em que serviu o exército.


Banda MIS toca “Núcleo Base” do Ira! (aos 15´29”)


Edgard fala desse música que remete à fase em que serviu o exército em 1980 e 1981, mas entrou no disco do Ira! de 1985; comenta a formação do Ira! entre 1981 e 1984 (com Dino no baixo, Nasi e Charles Gavin na bateria); diz que tocaram muito nesse período no Bixiga, no Madame Satã, no Carbono 14, Rose Bom Bom, Lira Paulistana, entre outros bares. Segundo ele, essa era a fase pós-punk do Ira!


Comenta a criação da banda Smack (primeira metade dos anos 1980) com o baterista Thomas Pappon e Sandra Coutinho (das Mercenárias); afirma que era um som introspectivo, soturno, misterioso e experimental. Fala que tocava na banda Cabine C, do Ciro Pessoa; dos bares nos anos 1980 e do público que os frequentava.


Responde a uma pergunta da plateia sobre qual direção apontaria para o rock nacional; fala da importância de seguir sua personalidade, ter uma identidade própria, nem que para isso tenha que aprender com os seus ídolos, superá-los;

fala do seu projeto de música eletrônica, Benzina (1996), e do rock instrumental, a partir de uma questão de Patricia.


Banda MIS toca “Minha mente ainda é a mesma” (aos 30´20”)


Edgard responde pergunta de Patricia sobre a inquietação do roqueiro; ele afirma que a arte é uma ponte para a liberdade; fala dos trabalhos que conseguiu fazer sozinho como o álbum “Amigos Invisíveis” (1989), do show desse álbum no Masp (1990); comenta a diferença entre trabalhar só e em grupo.


Responde pergunta da plateia sobre a volta do Ira! com o Nasi, e sem outros componentes (Patricia brinca que esta pergunta é o momento contigo do Notas aos 40´14”); diz que voltaram em 2014 ou 2015 porque o fim da banda em 2007 foi de uma maneira muito feia, “espalharam merda para tudo quanto é canto”, resume; aborda as várias fases do Ira!, sua preocupação estética e que gosta de pensar em um trabalho para o futuro.


Banda MIS toca “Tolices” (aos 45´09”)


Ele comenta sobre essa música, também gravada pelo Pato Fu; e afirma que há poucos registros de regravações da sua obra e do Ira!, respondendo a questão da Patricia; cita “Mudança de comportamento”, gravada pelo Kid Abelha; explica que parece que o Ira!, suas letras, são de um mundo paralelo e que as pessoas querem um pouco mais de realidade nas coisas. Patricia fala da participação do Edgard no show da cantora baiana Karina Buhr, e ele comenta esse trabalho; diz que se fosse chamado para um projeto de versões de canções, respondendo a uma pergunta de Patricia, diz que faria a sua de “As curvas da estrada de Santos”, de Roberto Carlos, e outra do grupo Os Mutantes. Diz que conheceu o Sérgio Dias, de Os Mutantes. E, por fim, faria a sua versão de “Black is beautiful”, de Elis Regina.


Edgard canta um trecho da música “Black is beautiful” (aos 58´12”); e aborda a sua parceria com Arnaldo Antunes no álbum “A curva da cintura”, de ter tocado com o músico Toumani Diabaté; diz que viajaram para o Deserto do Saara (África”);


Banda MIS toca “Cê não vai me acompanhar” (aos 62´12”)


Edgard canta junto. E fala da composição dessa música em parceria com o Arnaldo Antunes; aprofunda o projeto com o Arnaldo Antunes; e relata a forma como a crítica especializada analisava esse trabalho; responde a pergunta da plateia sobre o seu trabalho com música eletrônica (anos 1990) e como vê esse mercado no Brasil. Fala que não precisa estar drogado para curtir a música eletrônica, elogia o trabalho do Daft Punk. Comenta que gosta de vinil e que há duas fábricas de vinil no Brasil.


Responde pergunta de Patricia sobre como foi participar do Notas Contemporâneas; diz que se sente, de certa maneira, nu.


Banda MIS toca “O Chiclete” (aos 85´15”)


Edgard canta junto com a banda MIS. E fala que essa foi a primeira música que ele fez.


Gênero:
Entrevista; Apresentação Musical
Descritores:
rock and roll; rock brasileiro; punk; pós punk (gênero musical); rock progressivo; música eletrônica; vinil
Descritores Geograficos:
Madame Satã - São Paulo - São Paulo - Brasil; Bixiga - São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Edgard Scandurra; Beatles; Jimi Hendrix; Nasi; Ira! (banda); Lira Paulistana; Smack (banda); Patricia Palumbo; Cabine C; Karina Buhr; Os Mutantes; Roberto Carlos; Elis Regina; Arnaldo Antunes; Ciro Pessoa