[Notas Contemporâneas - Fernanda Abreu - auditório] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Fernanda Abreu - auditório] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00374VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Cacá MachadoEntrevistador(a)
Fernanda AbreuEntrevistado(a)
Yan MontenegroPianista
Yan MontenegroArranjo
Sarah RostonVocalista
Léo PinheiroVocalista
Léo PinheiroMúsica
Rodrigo SestremFlautista
Rosana CaramaschiCuradoria
Vânia AlmeidaProdução
Isabela OlmosProdução
André PacanoCinegrafista
Diego ValverdeEquipe técnica
Bruno Café SforcimEquipe técnica
Daniele DantasEquipe técnica
Mauro VelhoEquipe técnica
Lucas MelloEquipe técnica
Wilson GuedesEquipe técnica
Romilton RibeiroIluminação
Cinthia BuenoFotografia
André PacanoEdição de imagem
Jennyfer YoshidaEdição de imagem
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
14/08/2019 07/01/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 99min 16s

Sinopse/Descrição:

A produtora do MIS-SP, Isabela Olmos, apresenta o projeto Notas Contemporâneas, a programação do museu, convida o Cacá Machado e a entrevistada Fernanda Abreu para subirem ao palco.


Fernanda Abreu cumprimenta a banda MIS e brinca com a plateia sobre o frio que está fazendo na cidade. Cacá apresenta os componentes da Banda MIS, como Yan Montenegro no teclado; Sarah Roston na voz; Léo Pinheiro na voz e violão; Badell na percussão; JJ no baixo; e Rodrigo Sestrem na flauta.


Fernanda começa falando que nasceu em 1961 e de sua família: pai português, arquiteto, que chega ao Brasil em 1946, e mãe carioca e bibliotecária; diz que os dois se conheceram em um colégio público no Rio de Janeiro. Fala do seu irmão, Felipe Abreu, um ano mais velho do que ela, professor de canto e preparador vocal. Comenta a casa construída pelo seu pai, onde morou desde 1965, e que estudou em escola pública, referência em educação na época. Fez o curso primário na escola Shakespeare, e o ginásio no Camilo Castelo Branco. Elogia a professora de música, dona Raquel, da época do ginásio, e comenta as aulas de teatro no auditório.


Fala das músicas que ouvia nesse período, e que seus pais gostavam bastante de música e que iam assistir aos festivais da canção; fala que após o jantar os seus pais colocavam um disco na vitrola e que o repertório era amplo (MPB, Chico Buarque, Gal Costa, tropicália, Milton Nascimento); diz que seus pais gostavam quando descobriam algo novo, como, por exemplo, os primeiros discos do Fagner e da Simone. Diz que seus pais gostavam de samba e participavam de desfiles de escolas de samba.


Comenta que os seus pais tinham um grupo de samba chamado A Patota, que se reunia aos finais de semana em Teresópolis (RJ), seu pai tocava cuíca, a sua mãe ganzá e cantava, e o tio Alfredo, violão. Fernanda ouvia Cartola, Candeia (Antônio Candeia Filho), Roberto Ribeiro, João Nogueira, Clementina de Jesus, Martinho da Vila e Clara Nunes. Diz que teve muito contato com o samba na sua vida. Fala que seus pais amavam Tom Jobim, Carlos Lyra (Bossa Nova). Diz que fazia balé clássico, canto, coral, atividades comuns à classe média.


Diz que prestou vestibular para arquitetura, aconselhada pelo seu pai, porque desenha bem e o ambiente artístico era ótimo. Comenta a sua experiência em sala de aula, as aulas de cálculo, elétrica e acústica, que a assustaram; fala das aulas de dança, inicialmente para corrigir um problema no joelho, porque sofria com a bota ortopédica e outras técnicas de correção. Cita as aulas de balé com a Tatiana Leskova. Mas não se encantou com as exigências do mundo do balé, como não tomar sol e ir à praia para dançar o lago do cisne, não poder cortar o cabelo para ter o coque perfeito entre outras exigências. Ela diz que gostava de balé, dos passos que aprendia.


Fala que foi fazer dança contemporânea com a coreógrafa uruguaia Graciela Figueroa; diz que conheceu uma de suas melhores amigas lá, a Deborah Colker. Comenta algumas apresentações de dança que fez ao lado de sua amiga Cristina Amadeu. Diz que tinha saído da arquitetura e ido para a sociologia, seu namorado era comunista e frequentava os congressos da UNE com ele. Comenta que se encontrou no curso de Sociologia, era tudo que buscava. Nessa época diz que fazia balé, dança contemporânea, tinha a faculdade, o coral, participava das manifestações, tudo ao mesmo tempo, isso era o ano de 1981. Diz que conheceu o Leo Jaime na aula de balé e montaram uma banda chamada Nota Vermelha.


Comenta o trabalho do grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, que, segundo ela, difundiu uma nova linguagem para o teatro, aborda a peça “Trate-me leão”. Fala da criação do circo voador em 1982 e que os integrantes desse grupo, formado por Evandro Mesquita, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna e Hamilton Vaz Pereira davam aula no circo. Fala que as aulas no circo mobilizavam talentos como Cazuza, Bebel Gilberto, Kátia B, Leo Jaime, Marina; todos eles alunos do Perfeito Fortuna. Na turma do Hamilton, segundo Fernanda, tinha o Fausto Fawcett, o Frejat; e cita outros alunos.Ela ressalta que o circo voador foi a Meca da dança, música, poesia, teatro e artes plásticas.


Banda MIS canta Betty Frígida ( aos 21´26” )


Fala do Evandro Mesquita como compositor, da atualidade dessa música. Comenta o CD Da Lata e que foi considerada feminista com esse trabalho por uma jornalista do Le Monde, e brinca que passou a usar esse discurso em outras entrevistas. Fala da capa desse CD, uma referência ao bispo do Rosário.


Comenta o seu trabalho na banda Blitz; do convite feito pela Márcia Bulcão, vocalista da banda, para que entrasse para a Blitz (isso em 1981); diz que gostou do Evandro e das músicas; fala do show que fez no Circo Voador com a Blitz e teve a presença do Mariozinho Rocha e de um executivo da Rádio Cidade chamado Clever Pereira; Fala que Mariozinho e Clever propuseram ao Evandro a gravação do single “Você não soube me amar”; fala do telefonema do Evandro para dizer que a música estava tocando na rádio. E que venderam 1.500.000 compactos em um mês.


Comenta o primeiro LP “Aventuras da Blitz”, a ingenuidade, o sucesso, a participação na mídia, os shows em estádios e a relação/dependência das gravadoras.


Banda MIS canta Veneno da Lata ( aos 35´29” )


Fala como foi o processo de composição desta música, que aconteceu em Londres com a produção do Will Mowat; comenta o fim da banda Blitz e o convite de Jorge Davidson (da EMI-Odeon) para produzir um disco solo; fala que a Blitz foi sua faculdade, mestrado e doutorado; e que teve uma boa estrutura para lidar com o sucesso, como as aulas de balé clássico que a ensinaram a ter humilde; fala de suas referências musicais: James Brown, The Jackson 5, Marvin Gaye e Stevie Wonder; diz que gostava de música negra americana e brasileira, e no caso brasileiro cita os artistas Tim Maia, Jorge Ben Jor, Cassiano; fala que imitava Tony Tornado cantando BR-3. Diz que comentou com Jorge que não estava preparada para um disco solo assim que terminou a Blitz; e que demorou quatro anos para começar a sua carreira solo.

Diz que após o término da Blitz começou a trabalhar com o Fausto Fawcett; comenta que ganhou uma bateria eletrônica do produtor Liminha e que compôs a sua primeira canção com ela; diz que fez quatro músicas com o Herbert Vianna e que as mostrou para o Jorge Davidson, dizendo que agora estava preparada para fazer o seu disco.


Fala do processo de gravação do seu primeiro disco com o Herbert Vianna e o Fábio Fonseca; diz que mixou esse trabalho com o produtor Liminha e que no estúdio de Liminha estava o engenheiro de som, Vitor Farias; diz que “sampleou” vários artistas para este trabalho; e isso criou um problema jurídico porque não tinha as autorizações de voz dos artistas sampleados; e ela foi conversar com o advogado da gravadora, um vascaíno fanático como ela, e ele disse que ela tinha sorte porque muitos artistas internacionais estavam sampleando e que, até dez segundos, não se criariam problemas.


Comenta uma apresentação que fez em São Paulo na casa de shows Aeroanta; isso antes de sair o primeiro disco. Fala do segundo disco chamado SLA 2 Be Sample, que tinha a música Rio 40 graus, que incluiu o pandeiro de Marcos Suzano; ela responde as perguntas da plateia, e diz, por exemplo, que não gostava do som dos anos 1980; gostava mais de música negra do que de pop rock; e da influência estrangeira nas bandas de rock nacionais dos anos 1980; e que a música dos anos 1990 trouxe mais o Brasil na mistura pop e cita ela mesma, Lenine, Chico Science & Nação Zumbi e Carlinhos Brown como seus representantes.


Ao responder uma pergunta da plateia, ela fala dos shows que dirigiu como o de Paula Toller, de como costuma trabalhar na direção; e que os seus três primeiros discos não foram pensados como uma trilogia; e que não sente saudades da Blitz, mas quando se encontra com o Evandro Mesquita costuma rir muito; e que chegou a fazer uns shows de retomada da Blitz posteriormente.


Banda MIS canta Jorge da Capadócia ( aos 63´37” )


Comenta as dificuldades enfrentadas com a gravadora para lançar esta música; e diz que nessa época, entre 1990 e 1992, seus clipes foram dirigidos por grandes diretores de fotografia, e cita Walter Carvalho, Breno Silveira, Guerrinha, pois esse período coincidia com o fim do cinema da era Collor.


Banda MIS canta Kátia Flávia, a Godiva do Irajá ( aos 71´15” )


Fernanda comenta a gravação desta música, feita mais de uma década depois da versão do Fausto Fawcett. Fala de sua parceria com o Fausto, o considera um gênio com um texto muito sofisticado. Diz que conheceu um baile funk carioca com o Hermano Vianna, irmão do Herbert, em 1989. Diz que conheceu o DJ Marlboro nesse baile e ele participou do seu primeiro disco solo.


Comenta o seu processo de composição ao lado de Fausto Fawcett. Fala do período em que ficou sem lançar um disco e destaca o trabalho Amor Geral, de 2016. Diz que teve problemas pessoais entre 2008 e 2012, e, nesse período, ela se separou e sua mãe ficou em coma por seis anos. Fala do encontro com o seu atual marido, Tuta Ferraz, em 2012, e que já tinha ouvido falar bastante de sua banda, a grooveria. Ela fala que ele a estimulou a lançar um novo disco, e isso resultou no “Amor geral”.


Fernanda diz que vem a São Paulo com frequência e gosta bastante. Fala que para ser cidadão é preciso ter uma consciência política, que se compreende como uma pessoa vivendo em sociedade e que precisa enxergar o outro. Comenta a sua atuação política na discussão do ecad, da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil), de questões trabalhistas na área musical.

Diz que o país está vivendo o seu pior momento com um governo (no caso Jair Bolsonaro) que demoniza os artistas, a cultura. Fala dos seus projetos para o futuro e diz que em 2020 completa trinta anos de carreira solo, e pretende fazer turnês, um novo disco entre outros projetos.


Banda MIS e Fernanda Abreu cantam Rio 40 graus ( aos 92´22” )


Gênero:
Entrevista; Apresentação Musical
Descritores:
rock and roll; rock brasileiro; funk carioca; samba; MPB; música popular brasileira; festival de música; tropicalismo; balé; dança; dança contemporânea; black music
Descritores Geograficos:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; Circo Voador - Rio de Janeiro - Brasil; São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Chico Buarque; Gal Costa; Milton Nascimento; Cartola; Candeia; Roberto Ribeiro; João Nogueira; Clementina de Jesus; Martinho da Vila; Clara Nunes; Tom Jobim; Carlos Lyra; Leo Jaime; Asdrúbal Trouxe o trombone; Evandro Mesquita; Fausto Fawcett; Arthur Bispo do Rosário; Blitz; Mariozinho Rocha; Jorge Davidson; James Brown; The Jackson Five; Marvin Gaye; Stevie Wonder; Tim Maia; Jorge Ben Jor; Tony Tornado; Liminha (produtor musical); Herbert Vianna; Lenine; Chico Science & Nação Zumbi; Carlinhos Brown; Paula Toller; Hermano Vianna; Jair Bolsonaro