[Notas Contemporâneas - Fernanda Abreu - estúdio] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Fernanda Abreu - estúdio] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00373VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Fernanda AbreuEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiCuradoria
Rosana CaramaschiPesquisa
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Isabela OlmosProdução
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
Lucas MelloCaptação de som
Daniele DantasCaptação de som
André PacanoEdição de imagem
Jennyfer YoshidaEdição de imagem
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
14/08/2019 03/01/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 213min 2s

Sinopse/Descrição:

Entrevista com Fernanda Sampaio de Lacerda Abreu, conhecida por Fernanda Abreu. Cantora, bailarina e compositora, nasceu em 08 de setembro de 1961, na cidade do Rio de Janeiro.


Ela começa falando de sua família, que seu pai é português, arquiteto, veio ao Brasil em 1946; e que sua mãe é carioca, bibliotecária; diz que tem um irmão, Felipe Abreu, preparador vocal e professor de canto. Fala que nasceu em Botafogo/Jardim Botânico e que, a partir de 1965, mudou-se para uma casa construída pelo seu pai no alto Jardim Botânico; nessa casa moravam ela, seu pai, sua mãe e seu irmão no segundo andar; no primeiro ficavam sua avó Dulce e seu avô, Lacerda, com dois filhos, José Cândido e Lúcia Helena; fala que seus pais tiveram uma relação muito forte com a música, sempre colocavam um disco para tocar na vitrola depois do jantar. Comenta que ouviam Bossa Nova, que seus pais gostavam de Tom Jobim, Carlos Lyra, Dick Farney, Elis Regina e MPB. Diz que seus pais compravam discos que estavam sendo lançados, lembra-se de Fagner, Simone; ressalta que seus pais gostavam dos mineiros (Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento), da Tropicália (Gilberto Gil, Caetano Veloso), e que acompanhavam os festivais de música dos anos 1960.


Diz que seus pais tinham um grupo de samba amador chamado “A Patota”, que tocava os grandes clássicos do samba brasileiro como Cartola, Antônio Candeia Filho, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro e João Nogueira. Ela diz que tinha uns sete, oito anos quando ouvia esses sambistas. Ela fala que seu pai tocava cuíca; sua mãe, ganzá, e cantava, juntamente com outros colegas em Teresópolis. Comenta que o seu irmão adorava jazz, ouvia Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald; seu tio, que morava no andar de baixo da sua casa, adorava rock, ouvia Black Sabbath, Rolling Stones, Beatles, Focus e Emerson, Lake & Palmer; ela acentua que cresceu nesse meio musical.


Fala que ela e seu irmão estudaram em escola pública no antigo primário e ginásio, e que no segundo grau (atual ensino médio) foram para uma escola particular. Diz que sua mãe e avó tocavam piano. Fernanda diz que ingressou no balé clássico com nove anos para ajudar a tratar de um problema no joelho. Cita as escolas públicas onde estudou: Shakespeare no primário e Camilo Castelo Branco no ginásio. Nessas escolas ela comenta que teve aulas de música, inclusive se recorda de uma professora de música do Castelo Branco. Diz que o primeiro instrumento que aprendeu a tocar foi o violão, e que nunca quis ser uma instrumentista.


Comenta que ela sempre cantou e não se recorda de quando começou, porque já cantava nas rodas de samba aos sete anos de idade. E sempre gostou de dançar, mas não queria ser uma dançarina clássica. Diz que sempre foi bem organizada e não foi difícil se adequar às regras do balé, mas não se identificava com as exigências da vida de bailarina, não gostava tanto do universo erudito, preferia o pop. Diz que teve aulas de balé com Tatiana Leskova, nome importante na área.


Fernanda diz que é importante ter um olhar humilde em relação à arte, de sempre procurar servir. Isso, segundo ela, foi um dos grandes aprendizados do balé. Fala da transição do balé clássico para o contemporâneo. Diz que imitava o Tony Tornado e The Jackson 5 com dez anos de idade e que gostava de soul, punk americano, de James Brown e dos musicais americanos, especialmente de Fred Astaire, de dança de rua. As suas referências não estavam apenas no balé clássico.


Ela diz que foi aluna de Graciela Figueroa, coreógrafa uruguaia, no curso de dança contemporânea. Diz que conheceu Deborah Colker nessas aulas, a responsável pela coreografia dos seus shows. Ela afirma que a música entrou na sua vida através da dança. Fala do duo de dança contemporânea que fez com uma amiga, em 1981, a partir da música de Astor Piazzolla.


Comenta a sua primeira banda, Nota Vermelha, com Leo Jaime; ela diz que o conheceu em uma aula de balé clássico. Cita Cristina Amadeu, sua colega de balé, até hoje sua melhor amiga, e fala que trabalham juntas. Diz que a Cristina coreografa os seus shows, como o atual chamado “Amor geral”. Ela diz que na sua família as primeiras pessoas que trabalham com música, ou melhor, são artistas, é ela e seu irmão; e que a maioria dos familiares são profissionais liberais (designer, juiz etc).


Diz que fez vestibular para arquitetura motivada pelo seu pai, que via nela muitas qualidades artísticas; fala do seu namorado, Daniel Monteiro de Barros, que a introduziu na política, e que era comunista. Segundo ela, Daniel a apresentou a autores como Marx e Lenin, e a congressos como o da UNE. Ela comenta que desistiu de arquitetura porque tinha muita matemática. E que foi fazer sociologia na PUC e amou. E nesse momento, o Brasil, segundo ela, vivia uma ditadura, os anos eram 1981 e 1982.


No ano de 1981, ela menciona que está na banda Nota Vermelha, com Leo Jaime, e foi lá que conheceu o produtor Fábio Fonseca. Fala do primeiro show no bar Emoções Baratas, no bairro de Botafogo. Comenta quando conheceu Márcia Bulcão, futura integrante da banda Blitz; diz que seu irmão a namorou e que moravam no mesmo bairro. Fala que Márcia foi a esse show com o namorado, Ricardo Barreto, e foi convidada pela Márcia a integrar a banda Blitz. Fernanda comenta que adorou as músicas da Blitz e de quando conheceu Evandro Mesquita no ensaio.


Ela aborda o show da Blitz na estreia do Circo Voador, no Arpoador, em 1982; nessa época Fernanda cursava sociologia e fazia estágio no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional); ela diz que não imaginava o sucesso que a Blitz faria, nem ela, nem ninguém. Na plateia desse show, segundo ela, tinha o Mariozinho Rocha, de uma gravadora. Diz que não tinha um planejamento por parte da banda, era tudo muito no improviso. Fala que o circo voador era a meca da cultura jovem carioca e cita vários projetos desenvolvidos naquele local (aos 41´02”).


Comenta sobre o grupo de teatro “Asdrúbal Trouxe o Trambone”, dirigido por Hamilton Vaz Pereira, e criado no meio dos anos 1970. Diz que o Asdrúbal criou uma linguagem para o teatro, assim como a Blitz fez para a música. Fala do sucesso da Blitz que veio após o show do Circo Voador em 1982 e da gravação da música “Você não soube me amar”. E diz que não imaginava esse sucesso. Comenta a assinatura do contrato com a EMI do primeiro disco da banda chamado “As Aventuras da Blitz”, com a capa feita pelo famoso fotógrafo Cafi (nome de batismo é Carlos Filho).


Fala de quando conheceu o seu ex-marido, Luiz Stein, com quem ficou casada por 27 anos, no festival de dança contemporânea da Bahia. Diz que foi uma parceria de trabalho e de vida, e que tiveram duas filhas. Comenta como trabalhou o sucesso da Blitz interiormente, da importância da humildade que aprendeu no balé clássico. Diz que sempre teve o pé no chão e não se deslumbrou. Fala que com o dinheiro advindo da Blitz comprou um apartamento em Laranjeiras e que não era consumista. E que não ganhou tanto dinheiro assim, quem mais ganhou foi, em sua opinião, a gravadora.


Relata o que aprendeu na banda Blitz, que durou quatro anos e meio; fala do convite que recebeu de Jorge Davidson, diretor artístico da Odeon, para seguir carreira solo depois do término da Blitz, mas que recusou por não se sentir preparada; ela disse que queria estudar e se preparar. Fala do convite que recebeu de Fausto Fawcett, já o conhecia da PUC, e de quando ouviu a canção “Kátia Flávia”. Ela comenta o período entre 1986 e 1990, que coincidiu com o fim da Blitz e o lançamento do seu primeiro disco. Relembra o show que fez no Aeroanta, em São Paulo, com músicas do gênero disco com a ajuda do baixista Aurelio Dias, em 1989. Ela diz que conheceu o funk carioca com o Hermano Vianna, que estudava o assunto, e a levou a um baile em Botafogo, com 2.000 pessoas. E comenta que ali decidiu fazer o seu primeiro disco, no gênero dance music, com o Herbert Vianna, Fábio Fonseca, e o Herbert levou uma fita cassete com quatro músicas para a avaliação do Jorge Davidson, que gostou do que ouviu e apostou no primeiro disco de Fernanda. Assim, surgiu o seu primeiro disco, SLA Radical Dance Disco Club. Nesse trabalho ela comenta que chamou, entre outros, o Marlboro do funk carioca. Ela diz que esse primeiro disco é para apontar para uma música dançante brasileira e comenta o fato de ser precursor na utilização de tecnologia. Diz que foi fazer a mixagem desse disco no estúdio do produtor musical Liminha, com a participação de Vitor Farias, engenheiro de som.


Ela fala que usou trechos de vários artistas (Madonna, Prince, Michael Jackson entre outros) no seu primeiro disco (ela usou o termo “sampleou”), sem pedir autorização de uso de voz, e o problema jurídico que enfrentou com essa situação. Comenta a conversa que teve com o responsável pelo departamento jurídico da gravadora, um vascaíno fanático como ela. Ela diz que resolveram apostar no seu disco sem as autorizações, baseado em exemplos de outros artistas.


Fernanda diz que a Blitz teve uma assinatura muito forte, uma linguagem muito própria, quando comparada com outras bandas de pop rock da mesma época (anos 1980); diz que o rock brasileiro dos anos 1980 tinha muitas referências de fora, o que não acontece com os músicos dos anos 1990, que colocaram o Brasil dentro da linguagem pop, a exemplo de Lenine, Fernanda Abreu (ela própria), Carlinhos Brown e Chico Science & Nação Zumbi.


Ela fala que o seu primeiro disco teve sua assinatura, se reconheceu no resultado, e a crítica foi muito positiva. E comenta o seu segundo disco, SLA 2 Be Sample, em que procurou trazer ainda mais o Brasil dançante para a sua música. Fala da parceria com o Fausto Fawcett nesse segundo trabalho, que o Fausto é mais sofisticado e, às vezes, tem de trazê-lo para um universo mais popular. Diz que incluiu o pandeiro de Marcos Suzano nesse disco, e que esse pandeiro trouxe o molho que ela buscava para a música Rio 40 graus.


Diz que o Tutinha iria colocar a música Rio 40 graus para tocar na Jovem Pan. E,segundo Fernanda, foi um sucesso essa canção em São Paulo. Fala do CD Da Lata, que teve como produtores Liminha e o inglês Will Mowat. Ela disse que insistiu para Mowat produzir no Brasil para que tivesse a participação de músicos brasileiros. Comenta do lançamento desse disco na França, e do fato de a associarem ao feminismo, algo que ela não tinha pensado, mas que adotou em seu discurso. Diz que ganhou o seu primeiro disco de ouro com esse CD. Fala do disco Raio X, que convidou alguns artistas de regiões diferentes para regravarem suas músicas, cita Chico Science & Nação Zumbi para Rio 40 graus, Carlinhos Brown para Jorge da Capadócia entre outros. Diz que esse CD vendeu 200 mil cópias.


Fala do CD Entidade Urbana e do seu processo criativo, em que associava cidades aos órgãos humanos. Diz que queria fazer um disco para a cidade, para reforçar sua urbanidade, mas com humanidade. Comenta que passou a ler muitas pesquisas sobre as cidades. Fala que os seus discos, com exceção de Amor Geral, abordam a relação do homem com a cidade, do homem com o homem, de relações humanas. Ela diz que convidou 49 artistas para produzir uma revista a partir da questão cidade humana/corpo urbano a ser distribuída para a imprensa (era um material de divulgação do CD Entidade Urbana).


Aborda a sua fase independente com o disco Na Paz e das dificuldades de pertencer a uma gravadora. E que nos anos 2000, segundo ela, não havia mais a necessidade de o artista pertencer a uma gravadora. Diz que o mundo estava mudando muito para ficar em uma gravadora que não entendia o seu trabalho. Com a rescisão do contrato com a gravadora, ela montou o seu estúdio (o Pancadão), criou o seu selo, já tinha uma editora desde o segundo disco. Critica os governantes atuais do Rio de Janeiro, por causa da violência, e comenta que no disco Na Paz falou da possibilidade de uma convivência mais pacífica entre as pessoas, estimulada pelos altos índices de violência no Rio de Janeiro entre 2002 e 2004. Diz que teve ótimas críticas, mas que não foi tão bom comercialmente.


Fala do convite para fazer o MTV ao vivo, em 2006, pela Universal, que estava comprando a EMI, e que o resultado foi muito bom. Comenta a dificuldade que teve com o casamento e a doença da mãe em 2008. Diz que até hoje é amiga do ex-marido Luiz Stein. E que começou a fazer análise nessa época. E que até 2012 passou por tempos difíceis. E, segundo ela, foi um período que se dedicou à vida pessoal. Comenta o show Eletroacústico, com violão, bateria, baixo e teclado, que fez nesse período porque não podia deixar de trabalhar. Comenta os projetos que desenvolveu nessa fase em parceria com outros artistas; diz que cantou Chico Buarque, Marina Lima, Caetano Veloso e Michael Jackson; fala que gravou o DVD Elas cantam Roberto; que participou de um CD do Max de Castro e Simoninha chamado Baile do Simonal e de um projeto do Samba Social Clube; comenta que gravou com Martinália entre outros trabalhos.


Diz que conheceu o seu atual marido, Tuta Ferraz, baterista, da banda Grooveria, no final de 2011, e que ele a incentivou a lançar um disco novo. Fala do disco Amor Geral de 2016, que é aberta a conhecer novos sons. Diz que gosta de trabalhar em estúdio e adora o palco. Ela acredita que os compositores e as plataformas digitais vão encontrar um caminho mais equilibrado para atuar. Diz que o compositor não consegue sobreviver com as suas músicas. Comenta que fez a produção executiva e a direção desse último trabalho, resultado de sua maturidade.


Fernanda diz que sempre gostou de política, porque todo ser é político. Fala da importância de se discutir sobre a OMB (Ordem dos Músicos do Brasil), do Ecad, das questões trabalhistas e previdenciárias dos músicos. Comenta sobre o grupo de ação parlamentar pró-música; acredita que a discussão dos direitos dos músicos passa por uma esfera federal. Diz que com o governo Bolsonaro ficou mais difícil a interlocução com o Congresso Nacional; que o presidente “demoniza” os artistas, a arte, a Lei Rouanet e cita a proposta de extinção da Ancine, do Ministério da Cultura.


Ela diz que o álbum Amor Geral é o exercício do amor coletivo, do respeito ao outro, do se importar com esse outro. Diz que vale a pena olhar para o outro, apesar da correria do dia a dia. E comenta a polarização PT versus Jair Bolsonaro, da forma como educa as suas filhas, com tolerância ao próximo.


Fala de o porquê quis ser compositora, do seu arrependimento em não ter estudado composição mais formal, mas diz que ainda poderá fazê-lo. Diz que é importante um músico estudar um instrumento e acredita que sua geração foi mais intuitiva. Ela se recorda de sua primeira composição, “Kamikazes do amor”, do primeiro disco, e da segunda, “Você pra mim”, no violão. Fala do seu processo de composição; que faz a letra na maioria das vezes. Diz que gosta de trabalhar em equipe, de ter uma pessoa ao lado trocando ideia. Fala de sua parceria com o Afrika Bambaataa, responsável pela criação do termo hip hop ao lado de Kool Herc e Grandmaster Flash. Fernanda comenta sobre o funk carioca, que, segundo ela, está invadindo o mundo.


Comenta a sua relação com o irmão, Felipe Abreu, com quem aprendeu a tocar violão e ele foi seu professor de canto. Ela fala que eles eram iguais os personagens de desenho animado, Dexter e Didi, Felipe e Fernanda respectivamente. Comenta que Felipe sempre opinava sobre os seus trabalhos. Diz que o palco é o único espaço livre e verdadeiro. E que só compõe por pressão interna, e que gosta de compor por temas.


Fala dos elementos essenciais na história da música brasileira, como ritmo, harmonia, melodia e a letra; comenta a relação entre a música popular e a erudita; sobre a vida de músico, que confunde trabalho com lazer, mas também tem comprometimento; sobre o futuro da música no Brasil, que tem amplo repertório em sua opinião.


Diz que dá para viver só de música, e exemplifica com cantoras que nasceram na era da internet, como Anitta e Iza; mas acredita que tem mais gente talentosa do que vivendo só de música; fala das plataformas digitais que têm “playlist” para tudo, deixando o ouvinte passivo, e comenta sobre as “fake news”, como a coisa mais louca a que conseguimos chegar.

Fala sobre como desenha um show e de sua relação com o público; comenta que não se tem como falar mal do funk nas favelas, que inclui moda, comportamento, língua, gíria; diz como quer ser lembrada como mãe, que sempre esteve ao lado, amorosa, responsável e respeitosa. Ela acha que suas filhas a veem como inovadora na parte artística, que tem coragem e é guerreira.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
funk carioca; disco music; rock brasileiro; samba; bossa nova; música popular brasileira; MPB; tropicalismo; festival de música; hip-hop; jazz; balé; dança contemporânea; soul; punk; musical; dança; política cultural; black music
Descritores Geograficos:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; Circo Voador - Rio de Janeiro - Brasil; São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Tom Jobim; Carlos Lyra; Dick Farney; Elis Regina; Fagner; Simone; Beto Guedes; Lô Borges; Milton Nascimento; Gilberto Gil; Caetano Veloso; Cartola; Clara Nunes; Clementina de Jesus; Martinho da Vila; Roberto Ribeiro; João Nogueira; Sarah Vaughan; Ella Fitzgerald; Black Sabbath; Rolling Stones; Beatles; Focus (banda); Emerson Lake & Palmer; Tony Tornado; The Jackson Five; James Brown; Fred Astaire; Leo Jaime; Blitz; Evandro Mesquita; Mariozinho Rocha; Asdrúbal Trouxe o trombone; Hamilton Vaz Pereira; Jorge Davidson; Fausto Fawcett; Aurélio Dias; Hermano Vianna; Herbert Vianna; Michael Jackson; Chico Buarque; Marina Lima; Chico Science & Nação Zumbi; Carlinhos Brown; Liminha (produtor musical); Lenine; Madonna; Prince; Jair Bolsonaro; Candeia