[Notas Contemporâneas - Marcos Valle - estúdio] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Marcos Valle - estúdio] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00361VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Marcos ValleEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiCuradoria
Rosana CaramaschiPesquisa
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Renan DanielProdução
Letícia GodoyCinegrafista
João RabelloCinegrafista
Lucas MelloCaptação de som
Daniele DantasCaptação de som
Isabela OlmosProdução
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
13/02/2019 28/03/2019
Suporte/Formato:
Blu-Ray
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 165min 21s

Sinopse/Descrição:

O compositor, cantor, instrumentista e arranjador Marcos Kostenbader Valle nasceu em 14/09/1943, na cidade do Rio de Janeiro; fala de sua infância em Copacabana, seu pai era advogado e sua mãe, dona de casa; sua avó era professora de piano clássico, sua mãe também tocava piano, e isso o aproximou desse instrumento; aos cinco anos de idade sua mãe o levou ao Conservatório Haydée Lázaro Brandt, em Ipanema, onde se confirmou sua aptidão para a música clássica; sua avó achava que só existiam Johann Sebastian Bach, Ludwing Van Beethoven e Johannes Brahms; seu pai gostava de música popular; Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro foram suas primeiras referências musicais, influenciadas pelo seu pai.


Fala do seu gosto pelo ritmo do baião e atribui isso ao seu sangue paraense; e comenta que ouvia as marchinhas de carnaval, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Nora Ney; ele diz que gostava de ir à casa de sua avó porque tinha o piano; ele fala de sua iniciação musical no Conservatório Haydée Lázaro Brandt, dos seis aos treze anos, e que treinava piano durante duas horas diárias, e tinha dificuldade de conciliar com o esporte, incentivado pelo seu pai; diz que ganhou um piano quando estava no Conservatório.


Dos treze aos catorze anos comenta que se aproximou da música popular e do acordeon; comenta sobre Chiquinho do Acordeon, que conheceu na casa do seu avô paraense e do acordeon que ganhou na adolescência.


Diz que montou um conjunto musical para tocar em festas e que, além do piano, do acordeon, começou a tocar bateria, gaita, bongo; participa de programas de TV como o de Sonia Delfino e Sérgio Murilo como acordeonista; comenta a entrada do violão na sua vida com a Bossa Nova, em 1958, depois de ter ouvido João Gilberto.


Comenta as suas referências musicais a exemplo do jazz, Nat King Cole, black music; e que ia à escola normalmente, tudo caminhava para ele ser advogado como o pai. Fala de sua namorada Duda Cavalcanti, que conheceu no final dos anos 1950; começa a estudar violão com um professor de Copacabana, Paulinho Bertazzi; teve aulas de violão na escola de Roberto Menescal e de Carlos Lyra.


Aborda a sua relação com Roberto Menescal; e diz que estudou com Edu Lobo no colégio Santo Inácio, com quem passa a tocar um tempo depois, quando se reencontraram em um ônibus; fala que conheceu a casa de Ary Barroso, por intermédio de Edu Lobo, pouco antes de ele morrer; na casa de Ary conheceu Lúcio Rangel, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, Carlos Lyra e Baden Powell. Fala que conheceu a casa de Vinícius de Moraes na sequência, onde foi apresentado ao Quarteto em Cy, Otto Lara Resende e Luís Fernando Freire.


Fala que teve dificuldade de lidar com o palco, público; do trio que formou em 1961 com Edu Lobo e Dori Caymmi; das apresentações do trio em programas como os de Stanislaw Ponte Preta, Lúcio Alves.


Comenta que na casa do compositor Luís Fernando Freire ou apenas Lula Freire, que conheceu na casa de Ary Barroso, é apresentado ao Tamba Trio; diz que mostrou a canção Sonho de Maria, feita em parceria com o seu irmão Paulo Sérgio Valle, para eles (Luiz Eça, Hélcio Milito e Bebeto Castilho) e eles quiseram gravá-la, em 1961; ele diz que Lula Freire é o seu descobridor.


Diz que Roberto Menescal o levou para mostrar suas canções ao grupo Os Cariocas, que resolveram gravar duas delas (Vamos amar e Amor de nada); retoma o tema do trio e fala como conheceu Dori Caymmi.


Comenta que as suas composições são o resultado da mistura entre o erudito e o popular; das influências de Joseph Maurice Ravel, Heitor Villa-Lobos na sua música; e de como conciliava o piano com o violão no seu processo de criação.


Fala de sua ida para a gravadora Odeon com Menescal e uma cantora chamada Tita depois de gravar com Os Cariocas; do seu encontro com Milton Miranda, diretor artístico da Odeon, seu assessor, José Ribamar, o produtor artístico, Maestro Gaya, e o Wilson Simonal; fala do seu contrato com a gravadora por 5 anos, e a gravação do seu primeiro LP, em 1963, chamado Samba demais, com a participação de outros compositores.


Comenta a sua ida à casa de Tom Jobim, porque Milton Miranda gostaria que ele fizesse os arranjos das músicas do seu disco. Fala que Tom acabou não as fazendo, mas diz que nessa ocasião acabou escrevendo a partitura de Sonho de Maria; e fala que a partir desse momento começou a escrever as partituras de suas músicas.


Aborda a sua parceria com o seu irmão, Paulo Sérgio Kostenbader Valle, que fazia as suas letras, nos anos 1960, 1970 e um pouco nos 1980; diz que a gravação de Sonho de Maria pelo Tamba Trio mostrou que ele estava no caminho certo; e comenta a sua desistência do curso de Direito na PUC-RJ.


Fala do convite feito por Paulo Cotrim para tocar na casa Juão Sebastião Bar, em São Paulo; comenta a atmosfera cultural do Rio de Janeiro pré-ditadura militar, cita o governo Juscelino Kubitschek.


Comenta a sua viagem para os Estados Unidos, em 1965, a convite do Sérgio Mendes; disse que gostou de ver nomes importantes do jazz; comenta as relações entre jazz e Bossa Nova; e fala da gravação do seu segundo disco, chamado “O compositor e o cantor”, nesse ano; fala da canção “Preciso aprender a ser só”, gravada por Elis Regina, que foi eleita a melhor música do ano; comenta a falta de liberdade de expressão durante a ditadura; do seu engajamento político e cita as músicas “Terra de Ninguém”, com Elis Regina, e “Gente”.


Comenta que gosta de fazer trilhas; fala que foi o primeiro compositor brasileiro a fazer uma abertura de novela; da música de abertura para a novela Véu de Noiva chamada Azymuth, da TV Globo; comenta de outras aberturas que fez para telenovelas; do retorno financeiro vindo com essa atividade.


Fala que a música Samba de Verão é a segunda música brasileira mais gravada no mundo; da composição de “Viola enluarada” de 1968 e sua parceria com Milton Nascimento; do disco Mustang Cor de Sangue de 1969; do disco Previsão do Tempo. Comenta que ele e seu irmão sempre quiseram provocar as pessoas com suas músicas em plena ditadura militar.


Aborda o seu retorno para os Estados Unidos entre os anos 1975 e 1980, motivado pela censura e pelo medo de ficar em público. Comenta o seu encontro com Sarah Vaughan, que gravou um disco com músicas brasileiras seguindo a sua sugestão. Fala do seu encontro com o grupo Chicago, sua proximidade com Robert Lamm e Laudir de Oliveira; do encontro com Leon Ware, parceiro de Marvin Gaye, e Peter Cetera.


Comenta o seu retorno ao Brasil no início dos anos 1980; do disco Vontade de rever você pela gravadora Som Livre; do sucesso da música Estrelar; da importância do ritmo, do groove na sua vida; dos nomes da música que o inspiram e são referência como Johnny Alf, Luiz Conzaga, Tom Jobim e Dorival Caymmi; do canto, inspirado em João Gilberto, e sua timidez; da relação com o público; das aulas de canto.


Diz que é bem disciplinado, organizado; que onde é mais organizado é na música; da forma como administra a sua carreira com a ajuda do filho Daniel e da esposa, Patrícia; da forma como armazena a sua obra.


Fala do processo de trabalho quando entra em estúdio; da parceria com os rappers Jay-Z e Kanye West; do show no Beco das Garrafas com Leny Andrade, Elis Regina e Wilson Simonal, quando se sentiu entrando na vida profissional e ganhando o seu dinheiro; da prática do surfe; de quando começa a ser compositor, inspirado pela Bossa Nova e João Gilberto.


Comenta como elabora um show e as suas diferenças dependendo do local, do que vai cantar e com quem vai se apresentar; do seu processo de composição; das dificuldades enfrentadas até consolidar sua carreira; que não saberia ter outro ofício, somente a música; da descoberta de sua música nos anos 1990 na Europa; de sua música ser versátil, tem o jazz, o pop, o groove; da sua relação com as gravadoras, sempre se associa a uma para cada trabalho.


Fala da música brasileira, de sua versatilidade e da relação com o mercado; da aproximação da música popular com a erudita, importante no seu trabalho; dos festivais e dos seus pontos positivos e negativos; da vida de compositor e que gosta de trabalhar de madrugada; de suas inspirações e parcerias para compor; da música que fez para Zélia Duncan; e da música brasileira hoje.


Comenta que a internet facilita a divulgação do trabalho, não depende só da mídia; do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em tempos de música digital e do futuro da música no Brasil. Fala que as novas mídias facilitam a divulgação do seu trabalho e a maneira de fazer música; comenta que a música deve unir as pessoas, não precisa de competições.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
música brasileira; música popular brasileira; música clássica; música erudita; baião (música); bossa nova; conservatório musical; acordeão; piano; violão; jazz; ditadura militar; telenovela; novela; ritmo
Descritores Geograficos:
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; São Paulo - São Paulo - Brasil; Beco das Garrafas - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; Juão Sebastião Bar - São Paulo - São Paulo - Brasil; Estados Unidos da América
Descritores Onomásticos:
Juscelino Kubitschek; Luiz Gonzaga; Jackson do Pandeiro; Dorival Caymmi; Ary Barroso; Nora Ney; Johannes Brahms; Nat King Cole; Roberto Menescal; Carlos Lyra; Edu Lobo; Ronaldo Bôscoli; Baden Powell; Vinícius de Moraes; Quarteto Em Cy; Otto Lara Resende ; Dori Caymmi; Tamba Trio (conjunto musical); Os Cariocas; Ravel; Heitor Villa-Lobos; Gravadora Odeon; Wilson Simonal; Tom Jobim; Sérgio Mendes; Elis Regina; Milton Nascimento; Sarah Vaughan; Chicago; Johnny Alf; João Gilberto; Leny Andrade; Chiquinho do Acordeom; Paulo Sérgio Valle; Lúcio Rangel; Lula Freire; Leon Ware; Jay-Z; Kanye West