[Notas Contemporâneas - Martinha - estúdio] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Martinha - estúdio] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00367VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
MartinhaEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiCuradoria
Rosana CaramaschiPesquisa
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Isabela OlmosProdução
Vânia AlmeidaProdução
João RabelloCinegrafista
Lucas MelloCaptação de som
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
15/05/2019 14/06/2019
Suporte/Formato:
Blu-Ray
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 109min 26s

Sinopse/Descrição:

A cantora e compositora Marta Vieira Figueiredo Cunha, conhecida como Martinha, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 30 de junho de 1947. Ela fala de sua infância e dos diferentes bairros onde morou em Belo Horizonte; fala que sua mãe (dona Ruth) cantou na rádio Guarani de Belo Horizonte durante pouco tempo e foi a sua grande incentivadora na área musical; diz que ouvia Dalva de Oliveira, Noel Rosa, Pixinguinha, e era apaixonada por choro.

Comenta que estudou acordeão dos 4 aos 7 anos, através dele aprendeu música popular, e, posteriormente, aprendeu a tocar piano; ganhou um piano de sua mãe que tem até hoje. Diz que estudou no Conservatório Mineiro de Música e em escolas alemãs. Cursou piano e balé clássico, foi aluna de Klauss Vianna, até vir para São Paulo, e diz que sempre gostou de música clássica, cita Johann Sebastian Bach, Beethoven, Frédéric Chopin, Franz Liszt. Ela fala que ganhou um violão de um tio aos 17 anos de idade, mas sempre preferiu o piano.

Ela comenta que nunca estudou canto, mas foi convidada a participar de um coral de cem pessoas para encenar O Messias, de Handel; fala do seu parentesco com a cantora lírica Bidu Sayão, Noel Rosa e Monteiro Lobato; diz que seus filhos têm o sobrenome Lobato.

Diz que na sua juventude ouvia Bossa Nova, especialmente o grupo do Rio, Elis Regina, Jair Rodrigues, porque gostava e não motivada por razões profissionais; ouvia Roberto Menescal, Dóris Monteiro, Wanda Sá; fala de sua amizade com Lô Borges, Milton Nascimento, Tavito Carvalho e dos encontros musicais que fazia em seu apartamento; ela diz que conheceu Os Beatles através de Tavito.

Fala que na juventude, até os seus 20 anos, suas referências musicais eram Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Roberto Menescal, Edu Lobo, Marília Medalha; e comenta que nesse momento só pensava no piano e no balé; ela diz que iria prestar vestibular para Medicina, mas desistiu por causa da música.

Ela diz que conheceu Roberto Carlos em 1966, aos 19 anos de idade; e que se rende à jovem guarda; assistia aos programas sobre esse movimento musical na TV Record, e que chamava a sua atenção a juventude, o frescor dessa música, mas ela ressalta que não deixou de ouvir o choro, Noel Rosa, mesmo depois do contato com a Jovem Guarda; ela afirma que a música “quero que vá tudo pro inferno” foi a que mais a marcou na Jovem Guarda.

Diz que conheceu Roberto Carlos por meio de um amigo de sua mãe, que o levou à sua casa quando ele foi fazer um show em Belo Horizonte; e que antes de conhecê-lo já cantava músicas da Jovem Guarda, como as canções de Wanderléa, Leno e Lilian, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, Trio Esperança, Roberto Carlos e Erasmo Carlos (observação: Martinha se emociona ao se lembrar do dia em que conheceu Roberto Carlos - aos 34´28”).

Detalha o dia em que recebeu Roberto Carlos em sua casa em Belo Horizonte no ano de 1966; ela fala que ele gostou de sua voz, com um tom diferente de tudo o que tinha ouvido; ela fala de sua vinda a São Paulo para conversar com Roberto Carlos, conforme tinha sido combinado em Belo Horizonte; ela comenta as propostas feitas pelo Roberto Carlos para ela entrar na Jovem Guarda (ou participa de um festival de música ou entra na Jovem Guarda em duas semanas); ela diz que aceitou a segunda proposta.

Fala que após o encontro com Roberto Carlos em São Paulo começa a compor; ela diz que fez as músicas “Eu daria a minha vida” (a primeira composição de sua vida) e “Barra limpa”; fala de sua volta a São Paulo para então participar do programa Jovem Guarda em que canta “Barra Limpa”, que fez para Roberto Carlos, acompanhada pelo próprio; conta do sucesso que foi sua apresentação no programa.

Comenta que em suas vindas ao programa Jovem Guarda sempre cantava a música “Barra Limpa”, até quando conseguiu gravá-la; quando isso aconteceu foi um estouro e teve que replanejar a sua vida; logo ela se muda para São Paulo.

Fala de sua vida em São Paulo, dos shows que surgiram como o de Recife; dos convites; do sucesso da Jovem Guarda no norte e nordeste; dos shows que fez pela Jovem Guarda com Roberto, Erasmo, Wanderléa.

Comenta o seu processo de composição, ela faz letra e música junto; fala como se deu a composição da canção “Eu daria a minha vida”; ela diz que se acha melhor como compositora do que como cantora; comenta a homenagem que recebeu como compositora recentemente.

Aborda a sua carreira internacional, fala de sua estadia na Espanha nos anos 1970; do primeiro país que visitou como cantora, no caso a Venezuela, onde ganhou um prêmio como a melhor intérprete de um festival. Diz que na Espanha produziu o disco de Julio Iglesias; fala do seu retorno ao Brasil no final dos anos 1970.

Comenta o seu trabalho de assessoria para artistas brasileiros gravarem em espanhol; fala da discoteca; de sua carreira como compositora e da maternidade no final dos anos 1970; de sua mãe como empresária; dos 25 anos de carreira e do renascimento da Jovem Guarda.

Fala do último programa Jovem Guarda (de 1968) e das dificuldades advindas disso; do preconceito em relação a esse movimento musical; de sua carreira que considera vitoriosa. Comenta sobre o programa Gente Inocente na extinta TV Tupi voltado para crianças (década de 1970); de sua relação com as gravadoras; de suas parcerias como compositora ao lado de Milton Carlos e César Augusto.

Diz que gosta de fazer shows e fala de sua relação com o público; de como administra a sua obra; de como é trabalhar em família, já que seu filho a ajuda; da música brasileira hoje; da relação entre o popular e o erudito; de sua admiração por Chiquinha Gonzaga e que tem vontade de fazer um show interpretando as suas músicas.

Comenta que prefere compor a cantar; fala dos seus conselhos aos jovens que estão iniciando a carreira e que na área artística é preciso ter sorte e talento. Sobre suas preferências musicais, cita Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Renato Teixeira, Almir Sater, Ray Charles e Dionne Warwick. Ela finaliza o seu depoimento comentando sua relação com as redes sociais, e que deseja compor mais e ver suas músicas na voz de pessoas que gosta, como Daniel, Chitãozinho.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
choro; acordeão; música popular brasileira; jovem guarda; piano; balé; violão; bossa nova; composição (música); discoteca
Descritores Geograficos:
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil; Espanha - Europa; São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Dalva de Oliveira; Noel Rosa; Pixinguinha; Johann Sebastian Bach; Beethoven; Chopin; Franz Liszt ; Elis Regina; Jair Rodrigues; Doris Monteiro; Wanda Sá; Lô Borges; Milton Nascimento; Beatles; Tom Jobim; Roberto Menescal; Edu Lobo; Marília Medalha; Roberto Carlos; Wanderléa; Renato e Seus Blue Caps; Golden Boys; Trio Esperança; Erasmo Carlos; Chico Buarque; Chiquinha Gonzaga; Oswaldo Montenegro; Renato Teixeira; Almir Sater; Ray Charles; Daniel; Chitãozinho e Xororó; Dionne Warwick; Monteiro Lobato