[Notas Contemporâneas - Nando Reis - auditório] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Nando Reis - auditório] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00376VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Cacá MachadoEntrevistador(a)
Nando ReisEntrevistado(a)
Yan MontenegroPianista
Yan MontenegroArranjo
RaaeVocal
Celo PalmaVocal
Lais YasminVocal
Jeff PinaGuitarrista
Rosana CaramaschiCuradoria
Isabela OlmosProdução
Vânia AlmeidaProdução
André PacanoCinegrafista
Lucas MelloCinegrafista
Diego ValverdeEquipe técnica
Bruno Café SforcimEquipe técnica
Daniele DantasEquipe técnica
Mauro VelhoEquipe técnica
Lucas MelloEquipe técnica
Wilson GuedesEquipe técnica
Romilton RibeiroIluminação
André PacanoEdição de imagem
Jennyfer YoshidaEdição de imagem
Cinthia BuenoFotografia
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
11/09/2019 18/02/2020
Suporte/Formato:
HDD (Hard Disc)
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 91min 10s

Sinopse/Descrição:

Isabela Olmos, produtora do MIS-SP, agradece a presença do público, fala sobre o projeto Notas Contemporâneas e apresenta a Banda MIS. Ela convida o Cacá Machado, entrevistador, a entrar no palco e Cacá chama o Nando Reis.


Cacá Machado apresenta os componentes da Banda MIS: Yan Montenegro, Laís Yasmin, Raae, Tchello Palma, Jeff Pina e o Badell.


Nando Reis fala da influência de sua mãe na sua carreira, dos seus irmãos, dos estudos no colégio Equipe. Diz que sua mãe tocava violão e teve aulas com Paulinho Nogueira, e que na sua casa tinham o hábito de comprar discos e ir a shows. Comenta que ganhou um violão aos sete anos e aprendeu a tocar com a sua irmã. Fala que tem o violão de sua mãe, um Giannini de 1964, até hoje.


Diz que ouvia muita coisa distinta, destaca a música popular brasileira, desde a Bossa Nova até a Tropicália, o rock. Diz que o primeiro disco que tirou no violão foi o de Caetano Veloso, de Londres, que tinha a música London, London. Comenta as aulas de violão que teve com um amigo do seu irmão mais velho, em que aprendeu princípios rudimentares de harmonia, um pouco de violão clássico. E que já ouvia rock nos anos 1970. Diz que Giberto Gil era o seu ídolo e que gosta de Jorge Ben Jor, cita o disco Gil & Jorge: Ogum, Xangô (de 1975) como uma referência musical importante.


Comenta o show recente que fez ao lado de Gilberto Gil e Gal Costa; e da oportunidade de tocar o repertório refinado de Gil; e elogia o trabalho de Gil como sendo a coisa mais incrível que existe.


Banda MIS canta Os Cegos do Castelo ( aos 13´26” )


Nando fala desta música que foi feita para o Acústico (do Titãs), de 1997, em que comemoravam quinze anos de carreira; fala do começo da banda Titãs, e cita locais importantes (Lira Paulistana e Village Station) onde as bandas, como eles, se apresentavam no início de carreira. Diz que São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre eram locais com mais expressão no cenário do rock. Fala do produtor da Warner, Pena Schmidt, que descobria as bandas, era o olheiro da gravadora, e foi ele quem levou os Titãs para a Warner, e também as bandas Ira e Ultraje a Rigor; fala que as casas de shows ajudavam no sustento da banda.


Comenta que as pessoas acham o disco Cabeça Dinossauro, do Titãs, o mais coeso, mas ele diz que não é e que teve dois produtores nesse álbum, Pena e Liminha. Para Nando o disco Jesus não tem dentes no país dos banguelas é o mais coeso, mas reconhece a importância histórica do álbum Cabeça Dinossauro.


Fala do disco Televisão, gravado em São Paulo com a produção do Lulu Santos; e que só o Paulo Miklos é um multi-instrumentista virtuoso, o restante do grupo não era, e que a originalidade e musicalidade da banda são os seus pontos fortes. Ressalta que Diversão e Comida são as pérolas do repertório do Titãs, não só em termos de composição, mas também de gravação. Diz que a banda Titãs é um exemplo de democracia, dos seus erros e acertos.


Comenta o disco Blésq Blom, que tem um grau de sofisticação maior, mas o repertório não é tão homogêneo. E das dificuldades de gravação dessa obra. E fala da tecnologia usada na gravação dos discos nos anos 1970 e 1980, da mesa de 24 canais nos anos 1980. Diz que a bateria eletrônica foi muito usada pelos Titãs no álbum Jesus e no Blésq Blom, e abandonada no disco Tudo ao mesmo tempo agora.


Banda MIS canta O Segundo Sol ( aos 35´26” )


Nando elogia a apresentação da banda MIS e se emociona ( aos 41´), diz que foi maravilhosa a interpretação; e fala de Cássia Eller, a considera um encontro mágico em sua vida. Diz que sempre foi fascinado pela voz feminina, talvez por influência de sua mãe; fala da voz de Gal Costa. Comenta que quando conheceu Marisa Monte, depois Cássia Eller, pôde juntar o que gostaria de fazer com o que queria ouvir. Comenta a sua ambiguidade, que gosta de estar na plateia e no palco, à frente e atrás.


Fala que namorou Marisa e foi seu parceiro de composições; diz que fez a música Diariamente para ela; e que suas histórias com essas mulheres foram concomitantes ao Titãs. Comenta que conheceu a Cássia na casa da Marisa, acredita que foi em 1992 ou 1993; e que só depois que Cássia gravou E.C.T e Nenhum Roberto vieram a trabalhar juntos. E que produziu o disco da Cássia, em 1998, e tornaram-se inseparáveis até a sua morte. Ele comenta que produziu o seu disco póstumo chamado Dez de dezembro. Fala que queria, ao produzir os seus discos, que Cássia fosse maior que a imagem da cantora sapatona, que cantava blues e colocava a mão no saco. Diz que Cássia é uma artista extraordinária, musicista e que tocava violão muito bem. Fala que o melhor roubo que sofreu foi da música O Segundo Sol pela Cássia Eller.


Fala como surgiu a canção O Segundo Sol, a partir de uma conversa com uma amiga esotérica, que dizia que iria chegar o segundo sol, e ele disse que foi muito ríspido com ela; diz que fez a música como se fosse um pedido de desculpa. E que ele estava errado em duvidar de sua crença (público aplaude Nando após essa declaração aos 49´24”).


Critica o governo Jair Bolsonaro ao responder uma pergunta da plateia sobre o que pensa do presidente e do corte de verbas para a cultura e a arte; não fala de seu romance com Marisa Monte por entender que é algo de sua vida pessoal.


Banda MIS canta Relicário ( aos 52´28” )


Elogia as vozes dos solistas. Responde a uma pergunta do público sobre o que guarda no seu relicário; diz que guarda um bordado feito pela sua mãe a partir do seu desenho de duas cobras entrelaçadas e que esse item é uma relíquia para ele; continua respondendo as questões do público e fala de sua saída do Titãs e de sua relação com o grupo hoje em dia; diz que os integrantes do Titãs se amaram; comenta que não fez composições para as suas netinhas.


Comenta que existem pontos ruins da fama como a notoriedade, a falta de privacidade, mas diz que a maior parte das coisas usa como benefício; comenta que as fotos e o assédio cansam. Diz que a saída do Titãs foi motivada pela agenda e pelo seu desejo de se dedicar aos seus discos.


Nando afirma que provavelmente não autorizaria ninguém a gravar O Segundo Sol e All Star, porque são canções que fazem parte de sua história com a Cássia Eller. Ele elogia a versão feita pela banda de O Segundo Sol e sorri para a banda, e brinca que se eles quisessem gravá-la, ele os autorizaria ( aos 65´ 34” ). Fala do disco Não sou nenhum Roberto, mas às vezes chego perto, e cita o arranjo de A Guerra dos meninos como extraordinário na voz de Jorge Mautner.


Fala da letra O mundo é bão Sebastião, que sua mulher dizia essa frase ao filho deles, Sebastião, quando ele estava emburrado; afirma que se acha um homem otimista, e que essa música é muito mais de esperança do que de falta de senso crítico.


Nando diz que o mundo é uma merda, que está dominado por imbecis que defendem o ódio e o preconceito; mas fala que viver é bom, que o Brasil é potencialmente extraordinário, que gosta de ser brasileiro, e que temos de fazer oposição contra os imbecis e manter o que é bão.


Banda MIS faz um medley de várias canções como Onde você mora, Resposta, Dois rios, Por onde andei e Do seu lado ( aos 68´59” )


Nando elogia a banda; fala do seu processo de composição; de letrista em parceria com o Samuel Rosa; que as canções surgem do entrelaçamento entre melodia e palavra. Diz que não é sofisticado harmonicamente. Fala que fez história em quadrinhos e que é fã do Tintim, personagem belga dos quadrinhos. Nando se considera verborrágico e que essa característica vem de sua admiração por Gil e Caetano. Diz que as letras longas de Gil e Caetano sempre o fascinaram.


Comenta que Gilberto Gil é o artista que ele mais viu shows na sua vida; e diz que Gil fala muito e que adora o seu raciocínio. Diz que já fez crônicas para jornais, cita O Estado de São Paulo, o Diário do ABC; fala que já escreveu sobre futebol na Folha de São Paulo.


Diz que tem pilhas e pilhas de coisas escritas e que gosta de escrever à mão, gosta do registro da letra, embora também use o computador; e que escrever à mão facilita, segundo ele, a não perder as ideias iniciais que podem simplesmente ser deletadas no computador. Comenta que está vivendo um bloqueio criativo. Fala dos seus projetos profissionais, embora admita detestar falar sobre o futuro; da turnê “Esse amor sem preconceito” que continua fazendo; da vontade de fazer um novo disco com inéditas; e que anda um pouco cansado da rotina de só show.


Banda MIS canta All Star ( aos 85´52” )


Nando Reis agradece a todos. E cumprimenta os integrantes da Banda MIS.


Gênero:
Entrevista; Apresentação Musical
Descritores:
rock and roll; rock brasileiro; música popular brasileira; tropicalismo; bossa nova; quadrinhos; história em quadrinhos
Descritores Geograficos:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Descritores Onomásticos:
Nando Reis; Caetano Veloso; Gilberto Gil; Marisa Monte; Cássia Eller; Jorge Ben Jor; Gal Costa; Titãs (banda); Liminha (produtor musical); Lulu Santos; Paulo Miklos