[Notas Contemporâneas - Zélia Duncan - estúdio] at.


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--Título:
[Notas Contemporâneas - Zélia Duncan - estúdio] at.
Número do Item: Número de Registro:
00821NTP00363VD -
Uso e acesso:
Consulta local sem agendamento; Divulgação virtual
Coleção:
00821NTP - Notas Contemporâneas
Companhia Produtora:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Autoridades: Classificação:
Zélia DuncanEntrevistado(a)
Rosana CaramaschiCuradoria
Rosana CaramaschiPesquisa
Rosana CaramaschiEntrevistador(a)
Isabela OlmosProdução
Renan DanielProdução
André PacanoCinegrafista
Lucas MelloCaptação de som
Danielle DantasCaptação de som
Local de Produção:
São Paulo - São Paulo - Brasil
Data de Produção: Data de Lançamento:
13/03/2019 11/04/2019
Suporte/Formato:
Blu-Ray
Sistema: Cromia:
NTSC (National Television Standards Committee) Cor
Áudio: Produção:
Estéreo Nacional
Idioma: Classificação:
PortuguêsOriginal
Duração
0h 184min 11s

Sinopse/Descrição:

Entrevista com a cantora e compositora Zélia Cristina Gonçalves Moreira, conhecida por Zélia Duncan, nascida em Niterói, Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 1964; ela fala de sua infância, seu nome é uma homenagem à sua avó materna, que havia sido abandonada pelo seu avô quando Zélia nasceu; a cantora comenta que cantava muito as músicas de Roberto Carlos e lembra-se bastante de sua mãe cantando pela casa; fala de sua mudança para Brasília aos seis anos de idade e da separação de sua avó; tem dois irmãos mais velhos e uma mais nova; seu irmão mais velho ouvia muita música, em especial Milton Nascimento e Caetano Veloso; comenta que Caetano Veloso é a sua grande referência musical.


Fala que o primeiro LP de sua vida foi Tutti Frutti de Rita Lee, que ganhou as doze anos de idade de sua mãe; ela diz que ouvir Rita Lee é sempre revolucionário; comenta que sua iniciação musical se dá entre doze e treze anos quando ganha um violão de sua mãe no seu aniversário; ela tinha pedido esse instrumento para a sua mãe; e teve aulas de violão com um amigo de sua mãe chamado Almir, que a estimulava também a cantar.


Comenta que tinha vergonha de sua voz grave na adolescência; quando fala de sua iniciação musical diz que ganhou um gravador do seu avô e fazia gravações cantando alguma música; fala que gosta de Elizeth Cardoso, outra referência musical importante.


Diz que viajava com a equipe do colégio para jogar basquete na adolescência; a Paula do basquete era seu ídolo.


Fala que o seu primeiro show aos dezesseis anos chamava-se “Meiga Presença”, nome de uma canção de Elizeth Cardoso; comenta que até essa idade tinha o basquete e a música na sua vida, depois as coisas começaram a se definir e optou pela música; nessa época diz que tocava violão ao lado de Marcelo Saback, o conheceu no colégio e tornaram-se grandes parceiros; através dele conheceu Mona Saback, diretora do seu primeiro show.


Comenta que ganha um concurso promovido pela sala Funarte, em Brasília, no ano de 1981, com uma fita cassete com músicas de Ivan Lins, bossa nova, o prêmio era, também, um show naquele espaço; diz que com o dinheiro que ganhou da Funarte comprou uma bicicleta usada; fala do musical que fez com Oswaldo Montenegro, aos 17 anos de idade, quando conheceu Cássia Eller; diz que representou Brasília no projeto Pixinguinha de 1983, idealizado por Hermínio Bello de Carvalho.


Fala que nesse período conheceu Nelson Faria, com quem cantava na noite; comenta as dificuldades financeiras do início de carreira; e do apoio que recebia de sua mãe, que a acompanhava nos shows para que não voltasse sozinha e causasse preocupação para o seu pai;

diz que tudo que ganhava no começo da carreira investia nas aulas de canto.


Comenta que aos dezoito anos volta para o Rio de Janeiro, queria viver da música; diz que cantava nos bares à noite; gravava jingles durante o dia e fazia backing vocal ou vocal de apoio; comenta que era muito difícil ter o seu lugar nos anos 1980, porque ou você era do rock ou da música sertaneja; diz que só fez sucesso nos anos 1990, quando se destacam músicos como Lenine, Chico Science, Os Raimundos, Cássia Eller, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto; fala que cantou uma música de Itamar Assumpção, em 1982, e de quando a música paulista entrou na sua vida; fala que o seu maior público e suas maiores alegrias musicais aconteceram em São Paulo.


Comenta as suas referências musicais do jazz como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Dinah Washington e do blues; fala de sua apresentação no Botanic, no Rio de Janeiro, em 1987, com um show já diferenciado, em que cantou Beatles; e das suas aulas de teatro na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras).


Diz que foi cantar no show de Luiz Melodia, no Circo Voador, por causa do convite de uma pessoa que a viu cantar no Botanic; fala que conheceu Ticiana Studart e com ela montou o show “Zélia no caos”, no porão da Casa de Cultura Laura Alvim; diz que por causa desse show foi convidada a gravar um disco pela gravadora Eldorado; fala como conheceu Christiaan Oyens, que se tornou um parceiro profissional, e de sua admiração pelo trabalho de Joni Mitchell.


Comenta o seu encontro com o músico de Brasília, Paulo André, com quem fez a música “Um jeito assim” do seu segundo disco, e do seu encontro com outra parceira de trabalho, Lucina; diz que descobriu o seu lado compositora com os parceiros Christiaan Oyens e Lucina.


Fala de sua viagem para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 1991, para cantar em um hotel; e da importância de sua mãe e avó no aconselhamento de sua carreira; e nesse momento diz que corta o cordão umbilical e vê que é possível viver sozinha; comenta que compra o seu primeiro violão de aço da takamine, até tatuado na sua perna.


Comenta a sua volta ao Brasil e a importante ajuda que recebeu de Ivone Kassu na retomada de sua carreira; fala que conheceu Paulinho Moska no bar Torre de Babel, onde se apresentava, e viu que tinha um violão idêntico ao dele; comenta que conheceu o produtor Guto Graça Mello nesse bar e sua carreira teve uma reviravolta; fala de sua parceria com Almir Chediak, Beth Araújo e Beto Boaventura, presidente da Warner Music; diz que em reunião com Beto Boaventura resolve tirar o Cristina do seu nome e fica Zélia Duncan, e o seu segundo disco sai com esse nome.


Fala da música Catedral, versão do sucesso da cantora alemã Tanita Tikaram; e da importância de suas composições irem para a televisão, cita Roberto Talma e a novela “A Próxima Vítima” (da TV Globo), com a música “Catedral”; comenta que no dia seguinte ao da música “Catedral” tocar na novela sua vida fica totalmente diferente, é um estouro aos trinta anos; fala da sua relação com o público e o sucesso.


Comenta o disco “Intimidade” (de 1996) e a gravação da música “Vou tirar você do dicionário”, de Itamar Assumpção, e de sua amizade e parceria com ele; do seu disco “Zélia Duncan” eleito um dos dez melhores álbuns latinos pela revista Billboard (1996); comenta a sua relação com a gravadora Universal.


Fala de sua música “Enquanto durmo”, que entrou na novela Salsa e Merengue (da TV Globo); aborda a sua turnê para os Estados Unidos, Japão e Portugal em 1997; do show com “Os Mutantes” e de sua parceria com Rita Lee; diz que conversou com Rita Lee antes de aceitar fazer uma turnê com “Os Mutantes”.


Comenta as suas referências musicais e cita Elis Regina, com que aprendeu a importância da respiração; Elizeth Cardoso, que lhe ensinou a degustar as palavras; Joni Mitchell, com quem aprendeu a afinação e a poesia; e Joyce, com quem aprendeu sobre o feminismo; fala que tudo é matéria-prima para a sua obra; aborda como é o seu processo de composição, e cita Zeca Baleiro.


Fala como administra a sua obra; e diz que nem tudo a moeda de troca é o dinheiro, e cita que há o prazer de ver sua letra em um livro escolar; comenta sobre os discos “Sortimento”, que fez pela Universal, “Pelo sabor do gesto”, “Totatiando” e “Eu me transformo em outras”.


Aborda o que é essencial para a música brasileira, menciona a tropicália; fala que foi apaixonada pela bossa nova; diz que gosta de samba; da importância de nomes como Carmen Miranda, Chiquinha Gonzaga, Rita Lee, Doces Bárbaros, João Bosco, Djavan, Paulinho Moska, Novos Baianos e Cartola; fala da música brasileira hoje e do desafio de sobreviver a um governo que não valoriza a cultura.


Comenta que fez faculdade de Letras e que agora faz de Teatro na CAL; diz que escreveu para o jornal O Globo por dois anos; fez roteiros para prêmios de música.


Fala que um dos seus sonhos é escrever um romance e que adora poesia; de sua parceria com Jacques Morelenbaum de voz e cello no disco “Invento mais”; do seu trabalho mais recente; da sua relação com as mídias sociais, preferencialmente o twitter. Comenta que escuta Emicida, Criolo, e diz que está cada vez mais feminista.


Gênero:
Entrevista de História Oral
Descritores:
violão; música popular brasileira; bossa nova; blues; folk; teatro; novela; telenovela; tropicalismo; samba; feminismo; política; literatura; poesia
Descritores Geograficos:
Brasília - Distrito Federal - Brasil; Niterói - Rio de Janeiro - Brasil; Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; São Paulo - São Paulo - Brasil; Laranjeiras - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil; Abu Dhabi - Emirados Árabes Unidos
Descritores Onomásticos:
Caetano Veloso; Roberto Carlos; Rita Lee; Elizeth Cardoso; Ivan Lins; Oswaldo Montenegro; Itamar Assumpção; Ella Fitzgerald; Billie Holiday; Paulo Moska; Guto Graça Mello; Os Mutantes; Elis Regina; Joyce; Zeca Baleiro; Carmen Miranda; Chiquinha Gonzaga; Doces Bárbaros; João Bosco; Djavan; Novos Baianos; Cartola; Joni Mitchell; Dinah Washington